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China anuncia redução em taxa de juros e subsídios para hipotecas a fim de estimular o crescimento

29 set 2026 - 10h20
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Resumo
Para conter a desaceleração econômica e atingir a meta de crescimento de até 5%, a China anunciou novas medidas de estímulo. O Banco Central reduziu as taxas de empréstimos garantidos, expandiu linhas de crédito para tecnologia, infraestrutura e pequenas empresas, e implementou subsídios inéditos aos juros de hipotecas para compradores do primeiro imóvel. A iniciativa visa baratear o crédito, reaquecer o setor imobiliário e impulsionar os investimentos e o consumo no país.

A ‌China divulgou nesta terça-feira medidas destinadas a direcionar crédito mais barato para uma série de setores, incluindo infraestrutura e tecnologia, além de ampliar o apoio aos compradores de imóveis, em uma nova tentativa de impulsionar sua economia.

As medidas foram anunciadas um dia após o gabinete ⁠ter se comprometido a intensificar o apoio por meio de políticas anticíclicas ‌para lidar com as crescentes tensões econômicas, sinalizando uma maior urgência em colocar a economia no caminho para atingir as metas.

A China ‌tem como meta um crescimento econômico de ‌4,5% a 5% este ano, mas a economia mostra ⁠sinais de perda de impulso.

Depois que o crescimento desacelerou para 4,3% no segundo trimestre, a produção industrial, as vendas no varejo e os investimentos enfraqueceram no início do terceiro trimestre, enquanto o setor imobiliário permaneceu mergulhado em uma recessão prolongada.

Nesta terça-feira, o Banco do Povo da ‌China informou em comunicado que reduzirá a taxa de seus empréstimos suplementares ‌garantidos (PSL) em 25 pontos-base ⁠e a taxa ⁠dos PSL de um ano de 1,75% para 1,5%.

O banco central também ampliará ⁠a linha de crédito PSL ‌para apoiar investimentos em água, ‌rede elétrica, tecnologia da informação, comunicações, dutos urbanos e redes de logística, informou.

"As mais recentes medidas da China sugerem um esforço mais coordenado para apoiar o crescimento, impulsionando tanto o investimento ⁠quanto a demanda das famílias", disse Hao Zhou, analista da Guotai Haitong Securities baseado em Hong Kong.

"Embora o impacto total dependa da implementação e da resposta do setor privado, as últimas medidas enviam um sinal claro de que as ‌autoridades estão preparadas para oferecer um apoio mais forte ao crescimento."

O banco central também aumentou a cota de seu programa de repasse ⁠para inovação científica e tecnológica e modernização tecnológica em 200 bilhões de iuanes (US$29,84 bilhões), elevando-a para 1,4 trilhão de iuanes, e aumentou a cota de repasse para o setor agrícola e pequenas empresas em 500 bilhões de iuanes, chegando a 4,85 trilhões de iuanes.

Ele elevou sua cota de repasse para empresas privadas em 300 bilhões de iuanes, para 1,3 trilhão de iuanes.

Enquanto isso, o banco central e o órgão regulador financeiro informaram que a China subsidiará os pagamentos de juros sobre novas hipotecas comerciais para compradores da primeira casa qualificados a partir de 1º de outubro, na primeira medida desse tipo em âmbito nacional.

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