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Ibovespa fecha em queda após reportagem ligar Flávio Bolsonaro a ex-dono do Master

13 mai 2026 - 17h07
(atualizado às 18h15)
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O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, após reportagem ligar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-dono ‌do banco Master, Daniel Vorcaro, em pregão também marcado por noticiário corporativo intenso e vencimento de opções sobre o índice.

Referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,8%, a 177.098,29 pontos, após chegar a 176.787,09 pontos na mínima e marcar 180.512,77 pontos na máxima do dia. O volume financeiro somou R$66,39 bilhões.

O Ibovespa vinha se sustentando acima dos 180 mil pontos até o começo da tarde, mas o clima azedou após a publicação pelo Intercept Brasil de reportagem afirmando que Flávio teria negociado com Vorcaro R$134 milhões para bancar um filme sobre a vida de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Vorcaro, atualmente preso, está no centro do escândalo da liquidação do Banco Master.

Flávio Bolsonaro negou em nota oficial ⁠ter cometido qualquer irregularidade em sua relação com Vorcaro, alegando ter buscado recursos privados para o filme, sem oferecer qualquer vantagem em troca. Procurada, a defesa de Vorcaro não quis comentar ‌a reportagem do Intercept.

"Sem dúvida, isso impacta na interpretação do mercado das chances do Flávio nas eleições. Não sei até que ponto isso vai se traduzir em perda de votos, mas reduz as chances do Flávio", avaliou o estrategista de investimentos Bruno Perrie, sócio-fundador da Forum Investimentos.

"Acredito que o mercado se ressente não por uma paixão pelo Flávio ‌Bolsonaro, mas porque o mercado hoje tem uma preferência até bastante explícita por uma mudança de regime para ‌uma candidatura de oposição que traga uma política econômica mais ortodoxa, uma política fiscal mais responsável, uma visão mais pragmática ali para as despesas públicas, para a ⁠dívida pública", afirmou. 

Perrie destacou que a pesquisa eleitoral Genial/Quaest, divulgada mais cedo, já tinha mostrado uma recuperação de popularidade e das perspectivas de segundo turno para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que voltou a estar à frente de Flávio, embora ainda dentro da margem de erro. "Mas o assunto Master é um assunto muito forte, muito ligado à percepção de corrupção no Brasil".

O cenário eleitoral acabou dominando os holofotes, descolando ainda mais o Ibovespa de Wall Street, onde o S&P 500 fechou em alta de 0,58%, renovando máxima, mesmo após o índice de preços ao produtor norte-americano registrar em abril a maior alta desde o começo de 2022, em parte devido ao aumento dos custos de energia. 

DESTAQUES

• PETROBRAS PN recuou ‌2,43%, em meio ao declínio dos preços do petróleo no exterior, com o barril sob o contrato Brent fechando em baixa de 1,99%, a US$105,63. Investidores ainda analisaram declarações de executivos ‌da estatal na véspera, incluindo que a empresa avalia realizar ⁠um aumento do preço da gasolina vendida a distribuidoras "já, ⁠já", enquanto vê possibilidade muito baixa de dividendos extraordinários em 2026.

• VALE ON subiu 1,26%, resistindo à piora no mercado local, tendo como suporte o movimento dos futuros do minério de ferro na China, onde ⁠o contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian fechou em alta de 0,31%.

• ITAÚ UNIBANCO PN ‌caiu 0,6%, contaminado pela deterioração do humor na bolsa, ‌embora a queda tenha sido amortecida pela confirmação de inclusão dos papéis no índice MSCI Global Standard que entrará em vigor no fechamento do mercado no próximo dia 29. No setor, porém, BRADESCO PN recuou 1,73%, tendo ainda no radar relatório de analistas do UBS BB reiterando recomendação de compra do papel, embora tenham reduzido o preço-alvo de R$27 para R$26. BANCO DO BRASIL ON, que divulga balanço após o fechamento, perdeu 2,63% e SANTANDER BRASIL UNIT cedeu 2,28%.

• BRASKEM PNA valorizou-se ⁠2,86%, ampliando o movimento da véspera, quando a petroquímica disparou 29% com "upgrade" do JPMorgan e "short squeeze". A companhia deve divulgar resultado de primeiro trimestre ainda nesta quarta-feira.

• CURY ON subiu 0,53%, distante da máxima do dia, quando saltou quase 7%. Na véspera, a construtora reportou lucro líquido de R$303 milhões no primeiro trimestre, acima de previsões de analistas. A geração de caixa mais que dobrou, para R$93,4 milhões nos três primeiros meses do ano.

• TOTVS ON recuou 4,15%, tendo também no radar a exclusão da ação na nova versão do índice MSCI Global Standard, divulgada na noite da véspera, que entrará em vigor no final do ‌mês.

• LOCALIZA ON caiu 6,4%, em meio à alta dos juros futuros com o noticiário político, engatando o terceiro pregão seguido no vermelho. Analistas do Citi cortaram o preço-alvo do papel de R$55 para R$54, mas reiteraram recomendação de compra. "Cortes de juros mais lentos limitam parcialmente o potencial de alta, mas os fundamentos gerais permanecem sólidos", afirmaram ⁠em relatório no final da terça-feira.

• C&A ON perdeu 4,83%, também pressionada pelo movimento nos DIs e tendo ainda no radar medida provisória para zerar a tributação federal sobre produtos de até US$50 comprados em plataformas internacionais, o que ficou conhecido como "taxa das blusinhas". LOJAS RENNER ON recuou 4,02%. A pauta do dia também incluiu dados mostrando desempenho mais forte do que o esperado no varejo brasileiro em março.

• JBS, que tem suas ações listadas nos Estados Unidos, perdeu 3,8% após a maior produtora global de carnes divulgar queda de 55,8% no lucro líquido do primeiro trimestre, para US$221 milhões, enquanto o desempenho das operações brasileiras não foi suficiente para compensar margens negativas da unidade norte-americana de proteína bovina, a maior do grupo.

• MERCADO LIVRE ON, que também é listada nos EUA, recuou 1,06%. Relatório de analistas do Citi cortou a recomendação dos papéis de compra para neutra/alto risco, com redução do preço-alvo de US$2.200 para US$1.950.

• LUPATECH ON, que não faz parte do Ibovespa, saltou 10,96% após firmar contrato de R$125,3 milhões com a Petrobras para fornecimento de válvulas. A Lupatech também propôs cisão parcial da companhia que resultará em abertura de capital da sua subsidiária integral Lochness Participações. A assembleia geral extraordinária para decidir sobre a proposta ocorrerá em 2 de junho.

• DASA ON, que não é do Ibovespa, avançou 3,5%, após reportar balanço com Ebitda consolidado de R$573 milhões no primeiro trimestre. Também apresentou geração operacional de caixa de R$21 milhões, ante consumo de R$43 milhões nos mesmos meses do ano passado.

• ARMAC, que não faz parte do Ibovespa, caiu 10,57%, tendo no radar lucro líquido ajustado de R$15,2 milhões no primeiro trimestre de 2026, em comparação com lucro de R$16,3 milhões no mesmo período do ano anterior.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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