Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Há um mar de oportunidades para o Brasil além das 200 milhas da margem continental

O País, com as riquezas naturais e gente suficiente para gestão, não pode perder o bonde da história

26 mai 2025 - 22h10
Compartilhar
Exibir comentários

Além das 200 milhas marítimas da Margem Continental do Brasil, a Geologia indica possibilidades assertivas de haver petróleo, gás natural, ouro, cobre, chumbo, zinco, níquel, platina, diamante, depósitos nodulares de manganês, calcários com cálcio e/ou magnésio, sais de fósforo e potássio para corretivos e fertilizantes agrícolas dos quais somos dependentes de importação para abastecer nossa robusta agricultura.

Essas ocorrências já foram constatadas pelo Serviço Geológico Brasileiro e se estendem em toda a costa litorânea no fundo oceânico e para além das 200 milhas. Tanto é que, em 26 de março de 2025, uma decisão da Organização das Nações Unidas (ONU) fez o Brasil agregar uma área comparada ao tamanho da Alemanha no litoral norte.

A Comissão de Limites da Plataforma Continental reconheceu pertencer à jurisdição brasileira a área da Margem Equatorial, com 360 mil quilômetros quadrados além do Mar Territorial das 200 milhas, onde a Petrobras pretende pesquisar petróleo e gás.

Desde 2004 o Brasil pleiteava o que agora se torna realidade, fortalecendo ainda mais nossa soberania, como também anteriormente, pois já foram ampliadas as fronteiras marítimas nas costas gaúcha e catarinense, tanto quanto será brevemente ampliada a faixa do solo e subsolo marinho que vai de São Paulo à Paraíba, unindo a Margem Oriental Meridional à Margem Equatorial e totalizando mais de 2 milhões de quilômetros quadrados agregados ao território brasileiro, além das 200 milhas.

Para todas as reservas naturais existe sofisticada tecnologia brasileira, não só da Petrobras para águas profundas, como da pesquisa e desenvolvimento científico públicos e privados
Para todas as reservas naturais existe sofisticada tecnologia brasileira, não só da Petrobras para águas profundas, como da pesquisa e desenvolvimento científico públicos e privados
Foto: Sérgio Castro/Estadão / Estadão

Sabemos que o mar é a última fronteira de reservas naturais do planeta, bem como a chamada "Floresta Azul", tão importante e vulnerável ecologicamente quanto a "Floresta Verde" da Mata Atlântica e da Floresta Amazônica.

Porém, para todas existe sofisticada tecnologia brasileira, não só da Petrobras para águas profundas, como da pesquisa e desenvolvimento científico públicos e privados, que podem promover a explotação em equilíbrio com a sustentabilidade dos ecossistemas marinhos e continentais.

Não há por que temer a evolução se houver controle e fiscalização condizentes das agências nacionais, abrindo novas oportunidades de trabalho e renda à juventude que as universidades colocam no mercado laboral a cada ano, em áreas científicas que se especializam cada vez mais em novas profissões qualificadas para os novos tempos que vão chegando.

O Brasil, com as riquezas naturais e gente suficiente para gestão, não pode perder o bonde da história. A consciência ecológica já vem agregada ao aprendizado técnico e científico. Assim, construiremos uma autêntica nação brasileira em prosperidade comunitária, renda compartilhada e qualidade de vida socialmente justa. Para além das 200 milhas continua um mar de oportunidades.

Estadão
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade