Há um mar de oportunidades para o Brasil além das 200 milhas da margem continental
O País, com as riquezas naturais e gente suficiente para gestão, não pode perder o bonde da história
Além das 200 milhas marítimas da Margem Continental do Brasil, a Geologia indica possibilidades assertivas de haver petróleo, gás natural, ouro, cobre, chumbo, zinco, níquel, platina, diamante, depósitos nodulares de manganês, calcários com cálcio e/ou magnésio, sais de fósforo e potássio para corretivos e fertilizantes agrícolas dos quais somos dependentes de importação para abastecer nossa robusta agricultura.
Essas ocorrências já foram constatadas pelo Serviço Geológico Brasileiro e se estendem em toda a costa litorânea no fundo oceânico e para além das 200 milhas. Tanto é que, em 26 de março de 2025, uma decisão da Organização das Nações Unidas (ONU) fez o Brasil agregar uma área comparada ao tamanho da Alemanha no litoral norte.
A Comissão de Limites da Plataforma Continental reconheceu pertencer à jurisdição brasileira a área da Margem Equatorial, com 360 mil quilômetros quadrados além do Mar Territorial das 200 milhas, onde a Petrobras pretende pesquisar petróleo e gás.
Desde 2004 o Brasil pleiteava o que agora se torna realidade, fortalecendo ainda mais nossa soberania, como também anteriormente, pois já foram ampliadas as fronteiras marítimas nas costas gaúcha e catarinense, tanto quanto será brevemente ampliada a faixa do solo e subsolo marinho que vai de São Paulo à Paraíba, unindo a Margem Oriental Meridional à Margem Equatorial e totalizando mais de 2 milhões de quilômetros quadrados agregados ao território brasileiro, além das 200 milhas.
Sabemos que o mar é a última fronteira de reservas naturais do planeta, bem como a chamada "Floresta Azul", tão importante e vulnerável ecologicamente quanto a "Floresta Verde" da Mata Atlântica e da Floresta Amazônica.
Porém, para todas existe sofisticada tecnologia brasileira, não só da Petrobras para águas profundas, como da pesquisa e desenvolvimento científico públicos e privados, que podem promover a explotação em equilíbrio com a sustentabilidade dos ecossistemas marinhos e continentais.
Não há por que temer a evolução se houver controle e fiscalização condizentes das agências nacionais, abrindo novas oportunidades de trabalho e renda à juventude que as universidades colocam no mercado laboral a cada ano, em áreas científicas que se especializam cada vez mais em novas profissões qualificadas para os novos tempos que vão chegando.
O Brasil, com as riquezas naturais e gente suficiente para gestão, não pode perder o bonde da história. A consciência ecológica já vem agregada ao aprendizado técnico e científico. Assim, construiremos uma autêntica nação brasileira em prosperidade comunitária, renda compartilhada e qualidade de vida socialmente justa. Para além das 200 milhas continua um mar de oportunidades.