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Há elementos suficientes para caducidade em desfavor da Enel SP, diz diretor da Aneel

Gentil Nogueira é o relator do voto-vista do caso

7 abr 2026 - 11h17
(atualizado às 18h19)
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Logo da Enel em uma subestação em São Paulo, Brasil
REUTERS/Amanda Perobelli
Logo da Enel em uma subestação em São Paulo, Brasil REUTERS/Amanda Perobelli
Foto: Reuters

Há elementos suficientes para instaurar um procedimento de caducidade em desfavor da distribuidora ⁠Enel São Paulo, ‌disse nesta terça-feira, 7, o diretor da ‌agência reguladora ‌Aneel Gentil Nogueira, ⁠que é o relator do voto-vista do caso.

Durante a leitura de sua manifestação, ‌Nogueira apontou que abertura ‌do ⁠procedimento, ⁠caso aprovada pelos diretores, impederia ⁠que ‌a ‌Aneel recomendasse a prorrogação do contrato de concessão da distribuidora, ⁠que vence em 2028.

Nogueira destacou ainda que o caso tem ‌um potencial de litígio "muito grande", e que ⁠buscaria endereçar em seu voto os riscos jurídicos envolvidos.

A expectativa é de que os diretores da Aneel decidam sobre a instauração do processo nesta terça-feira. 

Os serviços de distribuição de energia da Enel no Brasil têm estado sob forte escrutínio público desde o fim de 2024, quando concessionárias da empresa levaram dias para restabelecer a energia aos consumidores após eventos climáticos extremos.

O processo de caducidade foi aberto nesta terça-feira contra a concessionária de São Paulo após uma ampla investigação técnica do ‌órgão regulador sobre a atuação da empresa durante apagões nos últimos anos causados por eventos climáticos extremos ‌que deixaram milhões de consumidores ⁠sem energia na maior ⁠região metropolitana do país.

Segundo a Aneel, a Enel São Paulo falhou em atender adequadamente seus consumidores e restabelecer ⁠os serviços de forma rápida e eficaz nessas ocasiões.

Um ‌plano de recuperação proposto pela ‌própria empresa após um apagão em outubro de 2024, com uma série de ações corretivas, não foi capaz de melhorar suficientemente o desempenho da Enel em um novo apagão de grandes proporções, em dezembro de 2025, de acordo com a fiscalização do regulador.

*Matéria atualizada às 18h20

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