Script = https://s1.trrsf.com/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Rehn, do BCE, diz que rendimentos elevados devem atenuar repasse dos preços da energia

6 out 2026 - 08h59
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Olli Rehn, do BCE, afirmou que a alta nos rendimentos dos títulos deve conter a inflação ao desacelerar o crescimento e limitar o repasse dos custos de energia para outros setores. Com a inflação acima da meta de 2%, o banco debate novos aumentos nos juros, enquanto o mercado prevê até três altas no ciclo. Embora a economia mostre resiliência com investimentos em inteligência artificial, Rehn evitou adiantar decisões futuras de política monetária.

A rápida inflação dos preços ‌da energia na zona do euro ainda não se espalhou para outros bens e serviços, e o recente aumento nos rendimentos dos títulos provavelmente amenizará as pressões sobre os preços uma vez que pesa sobre o crescimento, afirmou nesta terça-feira Olli ⁠Rehn, membro do Banco Central Europeu.

A inflação na zona do ‌euro está atualmente bem acima da meta de 2% do BCE, e as autoridades estão debatendo o quanto ‌mais precisam elevar os juros além dos dois ‌aumentos recentes.

Embora diversas autoridades tenham afirmado que os ⁠riscos de inflação apontam para leituras mais altas do que o previsto, Rehn disse que há outras considerações a serem levadas em conta, já que forças opostas estão em ação na economia.

"O aumento das taxas de juros de longo prazo ‌está contribuindo para uma desaceleração do crescimento e também para ‌uma redução do repasse ⁠dos preços ⁠da energia para outros preços e para os salários", disse Rehn, ecoando ⁠alguns dos comentários do ‌economista-chefe do BCE, Philip ‌Lane.

Isabel Schnabel, membro do conselho do BCE, também alertou recentemente que a economia pode reagir de forma mais acentuada do que o previsto ao aumento dos custos de ⁠financiamento, o que atenuaria as pressões inflacionárias de médio prazo.

Os rendimentos subiram para máximas de mais de uma década em toda a União Europeia, em parte por seguirem a alta dos rendimentos dos ‌EUA e em parte devido às crescentes preocupações com a sustentabilidade da dívida na Europa.

Rehn, no entanto, não chegou a ⁠defender um movimento de política monetária e, em vez disso, manteve-se muito fiel à recente política do BCE de não sinalizar movimentos antes das decisões.

Os mercados financeiros prevêem mais duas ou três altas nos juros pelo BCE no ciclo atual, incluindo uma probabilidade de 80% de um aumento até dezembro.

Rehn também reconheceu que os preços da energia estão altos e que a economia está se mostrando excepcionalmente resiliente, em parte devido aos fortes investimentos em inteligência artificial.

Essa resiliência, segundo algumas autoridades, sugere pressões sobre os preços maiores do que se pensava anteriormente.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra