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Grevistas sul-africanos fazem passeata diante de mina de platina

ZONAS - América Latina - Brasil

5 set 2012 - 08h00
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Mais de mil mineiros grevistas agitando paus e chicotes fizeram um protesto, nesta quarta-feira, diante da mina Marikana, onde a polícia matou 34 manifestantes no mês passado, no mais violento incidente desse tipo desde o fim do regime racista do apartheid, em 1994.

Dezenas de policiais foram deslocados até o local, e um helicóptero sobrevoava os protestos dos operadores de perfuratrizes, que há quase um mês pararam de trabalhar para reivindicar um aumento salarial.

"Queremos 12.500 ou nada", dizia um cartaz levado à frente das manifestações. A cifra de 12,5 mil rands (US$ 1,5 mil) mensais representa mais do que o dobro do atual salário-base.

Outro manifestante disse, sem se identificar, que o grupo pretendia ir até a vizinha mina de Karee para "retirar as pessoas que estão trabalhando na galeria da mina".

A Marikana é a principal mina de platina da empresa britânica Lonmin, que por sua vez responde por 12% da produção mundial desse metal.

As negociações da Lonmin com os sindicalistas e o governo seriam retomadas às 7h (hora de Brasília) na cidade de Rustenburg, mas a passeata indica que as chances de sucesso são ínfimas.

A cotação mundial da platina já subiu mais de 10% desde o confronto de 16 de agosto. As ações da Lonmin nas Bolsas de Johanesburgo e Londres se desvalorizaram mais de 15%.

Fonte: Reuters News
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