Green Card ficou mais fácil para brasileiros com especialidade
Médicos, cientistas, engenheiros e artistas podem ter residência fixa nos EUA baseada em qualificação profissional
Se você deseja obter o Green Card para ter residência fixa e legal nos Estados Unidos, saiba que existem categorias que se tornaram atalhos para quem quer ter essa oportunidade. E mais: isso acontece sem a necessidade de uma oferta de emprego de uma empresa americana e sem precisar investir em solo internacional.
Existem duas categorias de visto que permitem isso: EB1 e EB2 NIW. Eles são concedidos a profissionais com longa experiência em suas áreas de conhecimento e que, além da habilitação e experiência comprovadas, possuem também um histórico de contribuições e reconhecimentos no decorrer de sua carreira.
Esses vistos agraciam profissionais de diversos segmentos, como telecomunicações, esporte, medicina, ciências e até artes. O processo custa em torno de R$ 25 mil dólares e é divido em três fases que duram até dois anos.
A divisão do processo em fases
“A primeira fase é a entrega ao USCIS (United States Citizenship and Immigration Services) de um dossiê com as comprovações de mérito, que pode aprovar, exigir mais informações ou até negar o pedido”, explica o especialista em direito internacional, o advogado e consultor de negócios internacionais Leonardo Leão, da Leão Group.
“Já a segunda parte, o National Visa Center, solicita mais documentos pessoais, antecedentes criminais e uma avaliação física com um profissional credenciado. A terceira e última fase, por sua vez, compõe-se de uma entrevista no consulado americano”, complementa ele.
Aqui é preciso atentar para o fato de haver três subcategorias para a petição EB-1:
- • EB-1A para profissionais com habilidades extraordinárias;
- • EB-1B para professores e pesquisadores de destaque;
- • EB-1C para executivos internacionais.
Experiência comprovada ajuda no processo EB-2 NIW
Para quem busca se enquadrar no EB-2 NIW, vale observar que ele agracia profissionais dos mais diferentes setores. Porém, há um detalhe: eles precisam comprovar mais de 10 anos de experiência e também devem atestar que seus trabalhos podem colaborar com a economia, cultura ou educação nos EUA.
Independentemente da categoria, é primordial reunir antecipadamente documentos que certifiquem as qualificações. Ser membro de associações, participar ativamente do setor em que atua e até mesmo prêmios aumentam a elegibilidade para o visto.