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Governo eleva projeção de superávit comercial do Brasil a US$90 bi em 2026 prevendo exportações mais fortes

3 jul 2026 - 15h11
(atualizado às 16h47)
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O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, ‌Comércio e Serviços (MDIC) projetou nesta sexta-feira que o Brasil fechará 2026 com um superávit comercial de US$90,0 bilhões em 2026, bem acima do saldo de US$72,1 bilhões estimado para o ano em abril, prevendo um desempenho mais forte das exportações.

Se confirmado, o superávit comercial de US$90 bilhões será o segundo maior ⁠da série histórica, abaixo apenas de 2023, e ficará 32,3% acima do registrado em ‌2025, quando o país teve um saldo positivo de US$68,1 bilhões.

"Observamos uma aceleração dos fluxos, tanto de exportação, quanto de importação, que ajudaram a ‌elevar esse valor previsto", disse o diretor de ‌Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão.

A nova estimativa ⁠aponta para exportações de US$394,4 bilhões neste ano, US$30,2 bilhões acima da previsão feita em abril. Para as importações, o MDIC espera um valor de US$304,4 bilhões, uma elevação de US$12,3 bilhões em relação à previsão anterior.

DADOS DE JUNHO

Em junho, o Brasil registrou um superávit de US$9,758 bilhões, valor próximo ao ‌projetado por economistas em pesquisa da Reuters, que apontava para um superávit de US$9,9 ‌bilhões. O desempenho do mês ⁠foi fruto de ⁠US$36,277 bilhões em exportações, uma alta de 24,9% ante junho de 2025 e valor recorde ⁠para todos os meses da série histórica, ‌e de US$26,520 bilhões ‌em importações, elevação de 14,4%.

Nas exportações, houve alta dos embarques de todos os setores, com destaque para a indústria extrativa, que teve um aumento de 58,4% puxado por alta de quase 80% na venda de petróleo ⁠bruto.

A alta expressiva nas vendas de petróleo ao exterior se deu a despeito do imposto de exportação de 12% implementado pelo governo em março para estimular a permanência do produto no mercado interno em meio ao conflito militar no Oriente Médio. A ampliação dos embarques ‌deve reforçar o caixa do governo, embora haja uma defasagem de dois meses para o recolhimento do tributo.

"O preço do petróleo, na comparação interanual, junho ⁠deste ano contra junho do ano passado, cresceu 67,6%. Então, o preço influenciou muito a receita. O volume cresceu também, 6,8%, e fez com que o valor de exportação de petróleo crescesse", disse Brandão.

Ainda nas exportações, houve ganho de 18,0% na agropecuária, com maiores vendas de soja, e de 14,7% na indústria de transformação, com embarques mais fortes de carnes, combustíveis e farelo de soja.

Do lado das importações, houve alta de 34,0% na chegada ao país de bens de consumo, 11,6% para combustíveis, 10,9% para bens intermediários e 5,7% para bens de capital.

No primeiro semestre, o país acumulou um superávit comercial de US$42,357 bilhões, acima do saldo positivo de US$30,187 bilhões dos seis primeiros meses de 2025.

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