Goldman Sachs/Ramos: Lula ainda é favorito, mas mercado quer ele mais ao centro
Economista analisa cenários para o vencedor na disputa entre Bolsonaro e Lula no próximo 30 de outubro
Nova York e São Paulo - O Goldman Sachs, um dos gigantes de Wall Street, ainda vê o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como favorito para vencer as eleições no Brasil, apesar da margem apertada ante o seu rival, o presidente Jair Bolsonaro (PL), no segundo turno. No entanto, há uma expectativa no mercado de que o petista se mova mais ao centro e detalhe suas propostas, principalmente sob a ótica econômica e, em especial, a questão fiscal, de acordo com o diretor de Pesquisa Macroeconômica para América Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos.
"O Lula fez uma campanha muito do tipo 'acredite em mim, você me conhece e eu não preciso dizer o que vou fazer'. Basicamente, a gente não sabe quem vai ser o próximo ministro da Fazenda. A gente sabe que o PT e o Lula não gostam do teto dos gastos, mas ninguém se deu ao trabalho de formular o que seria o substituto", diz o economista, em entrevista ao Estadão/Broadcast, da sede do banco, em Nova York. Ele não espera, porém, que Lula anuncie quem será o ministro da Fazenda antes de vencer as eleições. Das urnas, os sinais mais relevantes, na sua visão, foram o bolsonarismo como uma "força política relevante" à frente e um Congresso que pode atuar como uma "barreira de contenção" a propostas mais radicais, em um cenário de vitória de Lula.
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