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Fundo da Rio Bravo inicia captação na B3 para comprar Shopping Pátio Higienópolis

Operação ocorre após a venda de 50,1% do shopping pela Brookfield para um consórcio liderado pelo Iguatemi, que adquiriu a participação por R$ 2,5 bilhões no final de 2024

31 jan 2025 - 11h09
(atualizado em 31/1/2025 às 11h03)
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O fundo imobiliário SHPH11, administrado pela Rio Bravo e que detém 25,7% do Shopping Pátio Higienópolis, iniciou o processo de captação de até R$ 400 milhões na B3. A emissão, que foi aprovada em assembleia de cotistas do dia 24, visa levantar recursos para o fundo aumentar a sua participação no empreendimento, além de incluir uma cláusula inédita de "poison pill" neste tipo de fundo - uma estratégia de defesa contra ofertas hostis.

Com os recursos da captação, o SHPH11 deve aumentar sua participação no Pátio Higienópolis de 25,7% para 40,46%. A medida surge após a venda de 50,1% do shopping pela Brookfield para um consórcio liderado pelo Iguatemi, que adquiriu a participação por R$ 2,5 bilhões no final de 2024.

No ano passado, Brookfield vendeu sua participação no Shopping Pátio Higienópolis
No ano passado, Brookfield vendeu sua participação no Shopping Pátio Higienópolis
Foto: Márcio Fernandes/Estadão / Estadão

Após essa transação, o SHPH11 caminha para se tornar o maior coproprietário individual do Pátio Higienópolis, após a saída da Brookfield.

A sócia e diretora de investimentos imobiliários da Rio Bravo, Anita Scal, afirma que a cláusula de "poison pill", proposta por um cotista e muito conhecida no mercado de companhias abertas, é inédita na indústria de fundos imobiliários.

A medida tem objetivo de garantir que o fundo mantenha sua característica de ser monoativo e focado em renda, sem ser alvo de mudanças abruptas no seu controle. "Esse mecanismo busca preservar as características originais do fundo, de ser monoativo e patrimonialista, mantendo seu perfil de risco", afirma, em nota.

O escritório Amatuzzi Advogados foi contratado por cotistas relevantes do fundo para idealizar a elaborar uma forma de proteção a eventuais aquisições hostis desse fundo e tomada de controle. Ao final dos trabalhos, o escritório apresentou um parecer jurídico, compartilhado com todos os cotistas, no qual sugeriu a adoção de uma cláusula comumente conhecida como 'poison pill', a primeira de sua natureza a ser adotada em um fundo imobiliário.

A inclusão da cláusula de "poison pill" têm importância setorial, já que o fundo pode abrir caminho para outras instituições do setor imobiliário seguirem o exemplo em um contexto de ativos imobiliários negociados com descontos significativos em relação ao valor patrimonial, apontou Scal.

Na sua avaliação, a medida também reflete a crescente preocupação de investidores em proteger seus ativos de ofertas hostis, especialmente em um cenário de valorização dos shoppings como ativo de investimento.

Estadão
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