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Focus: mercado reduz projeção da inflação para 5% e eleva estimativa para o PIB

Mediana para o crescimento do Produto Interno Bruto brasileiro em 2026 oscilou de 1,92% para 1,93%; um mês antes, era de 1,98%

8 set 2026 - 09h27
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Resumo
Segundo o relatório Focus, a projeção da inflação para 2026 recuou para 5,00%, ainda acima do teto da meta do Banco Central, enquanto a estimativa de alta do PIB subiu para 1,93%. As previsões para a taxa Selic mantiveram-se estáveis em 13,75% para o fim de 2026 e em 12,00% para 2027, em meio à postura cautelosa do Copom diante de incertezas globais. A cotação esperada para o dólar também permaneceu inalterada, projetada em R$ 5,20 para 2026 e R$ 5,30 para 2027.

BRASÍLIA - A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 oscilou de 5,01% para 5,00% — 0,50 ponto porcentual acima da meta perseguida pelo Banco Central, de 4,50%. Considerando apenas as 44 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, no entanto, a mediana subiu de 4,98% para 5,01%.

A estimativa intermediária do mercado para o IPCA de 2027 oscilou de 4,28% para 4,29%. Um mês antes, era de 4,22%. Considerando apenas as 44 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, passou de 4,26% para 4,25%.

No início de agosto, Banco Central ajustou suas projeções para o IPCA de 2026, de 5,2% para 5,1%, e de 2027, de 3,7% para 3,8%
No início de agosto, Banco Central ajustou suas projeções para o IPCA de 2026, de 5,2% para 5,1%, e de 2027, de 3,7% para 3,8%
Foto: André Dusek/Estadão / Estadão

A mediana do Focus para a inflação de 2028 continuou em 3,80% pela sexta semana seguida. Para 2029, seguiu em 3,50% pela 53ª semana consecutiva.

No início de agosto, o Banco Central ajustou suas projeções para o IPCA de 2026, de 5,2% para 5,1%, e de 2027, de 3,7% para 3,8%. As estimativas constam no comunicado da reunião de agosto do Comitê de Política Monetária (Copom). O colegiado manteve a projeção para a inflação acumulada em 12 meses no 1º trimestre de 2028 em 3,2%. O período se tornou o horizonte relevante da política monetária nesta reunião.

A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.

Selic

A mediana para a taxa Selic no fim de 2026 seguiu em 13,75% pela quinta semana seguida. Considerando só as 37 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para a Selic no fim deste ano também continuou em 13,75%.

A estimativa intermediária do relatório Focus para a taxa Selic no fim de 2027 seguiu em 12,00% pela 12ª semana consecutiva. Levando em conta apenas as 36 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana também continuou em 12,00%.

No início de agosto, o Copom reduziu a Selic em mais 0,25 ponto porcentual, de 14,25% para 14% ao ano. Foi o quarto corte consecutivo.

Os juros já caíram um ponto porcentual desde março, quando o BC começou um "ciclo de calibração" da política monetária, em meio às incertezas sobre os impactos da guerra do Irã sobre a cadeia global de suprimentos, os preços de commodities e a própria inflação.

"O cenário atual, caracterizado por significativo aumento da incerteza, desancoragem das expectativas e riscos elevados em torno do cenário base, demanda serenidade e cautela na condução da política monetária. O Comitê seguirá incorporando novas informações e acompanhando a evolução do cenário de forma a manter a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta", afirmou o colegiado na ata da reunião.

A mediana do mercado para a Selic no fim de 2028 continuou em 10,50% pela 10ª semana seguida. A estimativa para 2029 continuou em 10,00% pela 18ª semana consecutiva.

PIB

A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 oscilou de 1,92% para 1,93%. Um mês antes, era de 1,98%. Considerando apenas as 32 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa caiu de 1,91% para 1,89%.

O crescimento esperado pelo mercado está ligeiramente abaixo do previsto pelo Banco Central, de 2,0%, conforme previsão do Relatório de Política Monetária (RPM) do segundo trimestre.

A mediana do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 continuou em 1,50% pela terceira semana seguida. Há um mês, era de 1,52%. Levando em conta apenas as 32 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa intermediária caiu de 1,56% para 1,52%.

As medianas para o crescimento do PIB de 2028 caíram de 1,98% para 1,96%. Há um mês, era de 2,00%.

Para 2029, permaneceu em 2,00% pela 77ª semana seguida, respectivamente.

Dólar

A mediana para a cotação do dólar no fim de 2026 continuou em R$ 5,20 pela 12ª semana seguida. Considerando apenas as 32 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa intermediária também seguiu em R$ 5,20.

A mediana para a cotação da moeda americana no fim de 2027 continuou em R$ 5,30. Quatro semanas atrás, era de R$ 5,28.

A projeção para o fim de 2028 seguiu em R$ 5,30 pela 7ª semana seguida. A estimativa para 2029 aumentou de R$ 5,36 para R$ 5,35. Há um mês, era de R$ 5,37.

A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.

Estadão
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