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Fiscal terá gatilho para cortar gastos quando dívida/PIB atingir certo nível, diz Flávio Bolsonaro

Senador e candidato à presidência da República afirma que dívida de 81% do PIB é irresponsável e propõe combate à corrupção e redução de ministérios como soluções

2 ago 2026 - 22h10
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O candidato à presidência da República pelo Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, afirmou que seu governo terá uma regra fiscal com uma espécie de gatilho para cortar despesas quando a dívida pelo PIB atingir determinado patamar — sem especificar, contudo, qual seria esse nível.

Em entrevista ao Canal Livre, da Rede Bandeirantes, Flávio Bolsonaro disse que um governo que chega a uma dívida de 81% do Produto Interno Bruto (PIB) é "gastador e irresponsável" e que a população sente o problema na prateleira do mercado, via inflação. Nesse sentido, defendeu que, com o Brasil endividado a uma taxa de juros "altíssima", não há outro mecanismo que não fazer um corte de gastos.

Na semana passada, o Banco Central (BC) informou que a dívida bruta do setor público consolidado (que inclui o governo federal, os Estados e municípios) alcançou o equivalente a 81,9% do PIB, o maior nível em mais de cinco anos.

Segundo Flávio, é possível cortar despesas ao combater a corrupção e fazendo o governo ser mais enxuto. "Temos 39 ministérios, podemos enxugar os ministérios", afirmou, acrescentando que irá fazer uso de Inteligência Artificial (IA) para fazer a governança.

O senador afirmou ainda que é preciso mudar a lógica de que aumentar a arrecadação via impostos, dizendo que a Margem Equatorial que, segundo ele, "tem uma reserva gigantesca e centenas de bilhões de reais para arrecadar", poderia conseguir mais receitas.

Flávio Bolsonaro, acompanhado da esposa Fernanda Bolsonaro, durante convenção do PL
Flávio Bolsonaro, acompanhado da esposa Fernanda Bolsonaro, durante convenção do PL
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

O filho 01 de Jair Bolsonaro também disse que o Bolsa Família tem de ser mantido e defendeu que "é preciso rever o papel do STF, que impacta a economia e a segurança jurídica".

Quanto a uma possível reforma da Previdência, o candidato do PL afirmou que não fará economia em cima de aposentado, mencionando que não congelará aposentadorias e defendendo "diferentes fundos de lastreamento".

A entrevista foi exibida na íntegra a partir das 20h na BandNews TV.

Estadão
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