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Líderes da China prometem dar suporte à economia sem novos grandes planos de estímulo

30 jul 2026 - 10h15
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Os líderes da China prometeram, em uma reunião nesta quinta-feira, dar suporte à economia acelerando os gastos fiscais em projetos de infraestrutura já previstos no orçamento até o ⁠final do ano, em vez de planejar novas medidas ‌de estímulo de grande porte.

Dados divulgados neste mês mostraram que o crescimento econômico no segundo ‌trimestre foi o mais lento ‌em mais de três anos, ficando em ⁠4,3%, abaixo da meta mínima para o ano inteiro, que varia de 4,5% a 5,0%. Ainda assim, graças a um início de ano melhor do que o esperado, Pequim pode se dar ao ‌luxo de não pisar fundo no acelerador, afirmam ‌analistas.

"Não houve nenhuma ⁠medida de ⁠grande impacto, o que está amplamente em linha com nossa ⁠expectativa de que ‌o suporte continuará focado ‌em estabelecer um piso para o crescimento, em vez de oferecer estímulos em grande escala", disse Tommy Xie, chefe de pesquisa macroeconômica para ⁠a Ásia do OCBC Bank.

"O conjunto de ferramentas ainda mantém flexibilidade, mas o foco no terceiro trimestre provavelmente será acelerar a implantação dos recursos já existentes."

O Politburo, ‌órgão máximo de tomada de decisões do Partido Comunista, reconheceu "as dificuldades e os desafios enfrentados pela ⁠economia" em sua reunião, informou a agência oficial de notícias Xinhua.

A China deve "acelerar o ritmo dos gastos fiscais", segundo um resumo da discussão.

O apetite de Pequim para estímulos para impulsionar a economia permanece limitado, já que o país tenta conter o excesso de capacidade industrial, ao mesmo tempo em que pressiona governos locais endividados a manter os gastos dentro de suas possibilidades.

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