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Arrecadação federal cresce 7,7% em junho com impulso do petróleo e fecha semestre com recorde histórico

30 jul 2026 - 11h04
(atualizado às 11h29)
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A arrecadação do governo ‌federal teve alta real de 7,72% em junho sobre o mesmo mês do ano passado, somando R$264,437 bilhões, maior nível já observado para o mês, o que ajudou a levar o resultado acumulado do primeiro semestre a um recorde histórico, informou a Receita ⁠Federal nesta quinta-feira.

As receitas administradas pela Receita Federal somaram R$255,307 bilhões ‌no mês passado, uma alta real de 7,66% ante junho de 2025. Já as receitas administradas por outros órgãos públicos, que ‌são sensibilizadas pela comercialização de petróleo, ‌somaram R$9,130 bilhões, um aumento real de 9,62%.

De acordo com ⁠o fisco, o dado do mês foi impactado positivamente por ganhos considerados não recorrentes, com um incremento de R$4 bilhões em tributos pagos sobre resultados de empresas e R$3,8 bilhões em imposto de exportação de petróleo, instituído temporariamente pelo governo como medida de ‌enfrentamento aos efeitos da guerra no Oriente Médio.

Sem esses ganhos atípicos, ‌o desempenho das receitas ⁠administradas pelo fisco ⁠em junho seria de alta real de 4,38%, segundo o governo.

No recorte por ⁠setores, o destaque ficou com ‌um ganho de R$15,388 ‌bilhões com extração de petróleo e gás natural, aumento expressivo na comparação com os R$819 milhões vistos em junho de 2025. Também houve ganhos significativos em comércio atacadista (+15,18%) e fabricação ⁠de veículos (+34,62%).

Entre os principais destaques do mês estão altas de 20,40% na arrecadação de Imposto de Renda de empresas e de Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), 12,43% em Imposto de Renda cobrado sobre rendimentos de capital, 4,69% ‌em receitas previdenciárias e 22,87% em Imposto de Importação.

RESULTADO ACUMULADO

No acumulado de janeiro a junho, a arrecadação cresceu 6,63% acima da ⁠inflação em comparação com o mesmo período de 2025, a R$1,587 trilhão, recorde para o semestre em série histórica iniciada em 1995.

De acordo com a Receita, o dado reflete o desempenho da economia, citando também uma contribuição da arrecadação previdenciária por conta do aumento da massa salarial no país e da redução do benefício de desoneração da folha de pagamento de setores da economia.

O fisco ainda mencionou uma melhora no desempenho da arrecadação de PIS/Cofins em razão do "melhor desempenho do setor de serviços e do crescimento da arrecadação do setor de extração de petróleo".

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