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Alimentos enlatados: falta de matéria-prima deixa produtos 16% mais caros

Consumidor terá que se preparar para encontrar alimentos enlatados mais caros nas prateleiras do supermercado

14 out 2021 10h17
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Alimentos como o leite em pó, milho verde, leite condensado e sardinha em lata já são encontrados com preço alto nas prateleiras
Alimentos como o leite em pó, milho verde, leite condensado e sardinha em lata já são encontrados com preço alto nas prateleiras
Foto: Shutterstock / Finanças e Empreendedorismo

Alguns dos produtos que mais fazem parte do consumo dos brasileiros vão ficar mais caros. Pois é! Os alimentos enlatados como sardinhas, leite em pó, milho verde e leite condensado estão passando por uma alta no mercado por escassez de matéria prima.

Trata-se da folha de flandres, um componente de aço revestido com estanho que é muito utilizado na embalagem desses alimentos justamente por evitar a corrosão da embalagem. 

E como o preço desse material representa cerca de 15% do valor do custo de produção, essa escassez desse produto está provocando uma alta no valor de comercialização. O que, por sua vez, mexe com o bolso do consumidor.

De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), os alimentos enlatados e em conserva sofreram uma alta de 12% na pesquisa realizada durante o mês de setembro. 

Observe abaixo mais detalhes sobre a alta de alimentos enlatados:

  • Sardinha em conserva: +18,1%
  • Salsicha em conserva: +15,61%
  • Leite em pó: +13,14%
  • Milho verde em conserva: +11,81%
  • Leite condensado: +7,69%
  • Atum em conserva: +6,81%

Existe uma previsão de queda no valor dos alimentos enlatados?

Em entrevista ao UOL,  André Braz, que é coordenador do IPC/FGV, afirmou que é "difícil" prever uma queda no valor desses alimentos. Afinal, além da ausência de matéria-prima, existem outros fatores que influenciam no valor desses alimentos e que estão em alta no mercado. 

Para exemplificar, temos a alta nas contas de energia elétrica que influenciaram no valor de oferta de aves e suínos. Além de fenômenos climáticos como a seca e as  geadas, que prejudicaram as colheitas de outros produtos.

Aliado a isso, temos também a alta do dólar, que favorece a importação de produtos para outros países, fazendo com que a oferta em território nacional seja diminuída.

Nesse sentido, segundo André Braz, a tendência é que esses alimentos se estabilizem em um valor mais alto nos mercados. E que, futuramente, os valores podem cair. Mas tudo isso dependerá das próximas safras e produções.

E como fica o consumidor?

Além dos alimentos enlatados, outros produtos das prateleiras dos supermercados enfrentam uma alta nos preços. Por isso, a dica é: fique atento a todas as ofertas e aproveite ao máximo as promoções que realmente valem a pena. 

Fontes: UOL.

Finanças e Empreendedorismo
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