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F1: GP de São Paulo aposta em sustentabilidade como negócio, mas ainda peca na falta de diversidade

Dentre as ações sustentáveis realizadas pela Fórmula 1 estão a reciclagem do óleo lubrificante usado pelas equipes e a compra de créditos de carbono

6 nov 2023 - 16h49
(atualizado em 6/11/2023 às 17h16)
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Seguindo a onda de outras gigantes do mercado mundial, a Fórmula 1 (F1) também tem enxergado na agenda ESG (sigla em inglês para meio ambiente, social e governança) uma oportunidade de negócio e de agregar valor para o mercado esportivo.

GP São Paulo de F1 terá reciclagem do óleo lubrificante usado pelas equipes
GP São Paulo de F1 terá reciclagem do óleo lubrificante usado pelas equipes
Foto: Lwart/Divulgação / Estadão

Considerado um dos esportes mais poluentes do mundo, um carro de Fórmula 1 emite, em média, 1.500g de dióxido de carbono por quilômetro rodado, ou 500 kg de CO2 por corrida, segundo dados da Unicamp. Além disso, um único litro de óleo lubrificante usado pode contaminar 1 milhão de litros de água, segundo a entidade que representa o setor, a Associação Ambiental para coleta, gestão e rerrefino do OLUC (Ambioluc).

Diante deste cenário, a categoria tem promovido mudanças nos últimos, visando zerar a emissão de poluentes até 2030. O GP de São Paulo, realizado no Autódromo de Interlagos entre os dias 3, 4 e 5 de novembro, repetirá o feito dos últimos dois anos de neutralizar 100% das emissões de gases do efeito estufa (GEEs).

Além da compensação de 5 mil toneladas de emissões de carbono gerada durante a corrida através da compra de créditos de carbono das empresas Prospera + Greener e Solvi, o evento ainda ganhou o status de "carbono negativo" por neutralizar mais carbono do que emite em 2023.

Pelo segundo ano consecutivo, a Fórmula 1 promoverá a coleta do óleo lubrificante usado nos carros dos vinte pilotos que irão disputar o GP deste fim de semana. Para colocar em prática, haverá a instalação de tambores da Lwart Soluções Ambientais na área dos boxes de onde os carros saem para a coleta do óleo lubrificante usado pelas escuderias — conhecido também como àquele óleo preto que sai das máquinas e dos motores durante a troca.

Após coletado, o produto usado será transformado em um novo óleo, podendo voltar a ser comercializado. "A ação é uma mensagem de conscientização em relação à importância do descarte correto do óleo contaminado, já que ele está presente na vida de todos, seja nos veículos, transporte público ou indústrias", afirma o CEO da Lwart, Thiago Trecenti.

Além da coleta, a diminuição do uso de plástico também foi um ponto trabalhado pelo GP de São Paulo com a redução do uso de copos e garrafas, sendo substituídas por embalagens cartonadas para o fornecimento de água e o uso de copos de vidro para todas as bebidas no Paddock Club, local reservado para convidados.

Mudanças nos próprios combustíveis também estão sendo feitas pela categoria visando diminuir o impacto dos combustíveis. Atualmente, os carros de F1 utilizam aditivos com 10% de etanol renovável. Segundo a instituição, a ideia é que a partir de 2026 os combustíveis sejam totalmente sustentáveis.

Outra novidade é o uso do etanol de segunda geração (E2G) para os veículos da Ferrari, sendo a única escuderia a usar este biocombustível na temporada. Fornecido pela Shell e produzida pela Raízen, o E2G é produzido com o reaproveitamento do bagaço da cana-de-açúcar utilizado na produção de etanol de primeira geração. Ele é considerado um elemento chave na transição energética pois tem potencial para reduzir as emissões de gases de efeito estufa em até 80%.

Diversidade

Na divulgação de suas ações, o GP de São Paulo afirmou que as questões sociais da sigla ESG também estavam sendo tratadas pela instituição, com o "compromisso da Fórmula 1 com as comunidades próximas aos locais dos circuitos onde as corridas são disputadas".

Segundo a entidade, todo o material reciclado é doado às cooperativas locais, assim como os excedentes de alimentos que são posteriormente destinados para o consumo de instituições da região através da atuação de ONGs.

Embora a pauta social esteja encaixada na F1, a diversidade, considerada uma das principais pautas dessa agenda dentro do ESG, ainda não é amplamente trabalhada pelo evento.

No Paddock Club, considerado um camarote para convidados, em que estiveram presentes empresários de diversos ramos, influenciadores digitais e profissionais da imprensa, o público selecionado ainda era de pessoas majoritariamente brancas.

Nos últimos anos, empresas líderes de mercado passaram a afirmar que a diversidade era pauta constante dentro de suas empresas, não só em cargos iniciais, mas também os de liderança. No local, que contou com a participação em peso de grandes companhias que tiveram estandes e espaços reservados na área VIP se posicionando como patrocinadoras, essa diversidade não foi vista.

Procurada para comentar esse ponto, o GP de São Paulo não se manifestou até o fechamento dessa reportagem.

Estadão
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