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Executivo da Bunge no Brasil vê viés de alta para trigo: "está no fio da navalha"

25 nov 2020
11h28
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O mercado trigo tem um viés de alta no primeiro semestre de 2021, com problemas climáticos para safras no hemisfério norte e uma colheita menor do que a esperada na Argentina em 2020, disse nesta quarta-feira o principal executivo do Negócio Trigo da Bunge no Brasil, Edson Csipai.

31/01/2019
REUTERS/José Roberto Gomes
31/01/2019 REUTERS/José Roberto Gomes
Foto: Reuters

Ele citou ainda preocupações climáticas para a safra de milho e soja na América do Sul. Disse que qualquer redução na colheita desses produtos também deverá impactar as cotações do trigo, que também é usado para ração animal em vários países.

"O preço está no fio da navalha... Não vai ser difícil de se ver preços em 2021 acima de 300 dólares FOB... tenho viés de alta mais do que de baixa...", declarou ele, durante congresso promovido pela associação da indústria nacional Abitrigo.

Ele disse que esse viés de alta considera muito os problemas climáticos vividos na Argentina, o principal fornecedor do Brasil, que acabou colhendo 17 milhões de toneladas neste ano, abaixo das expectativas iniciais por conta da seca.

"Neste momento a melhor opção do produtor (da Argentina) é não vender trigo", disse ele, comentando que os argentinos já colheram 20% da safra.

"É um viés de alta que devemos ficar preocupados com o primeiro semestre", afirmou ele, lembrando que, ao longo de 2020, a indústria do trigo brasileira enfrentou aumento de custos de 60%, pela alta da matéria-prima e também pelo câmbio, uma vez que o Brasil importa mais da metade de sua necessidade de consumo.

A preocupação ocorre também, acrescentou ele, porque parte do aumento de custos da indústria brasileira ainda não foi repassada ao consumidor final.

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