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Euro digital vai proteger bancos e bandeiras de cartões europeus, diz autoridade do BCE

18 fev 2026 - 09h54
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O euro digital será concebido para ‌garantir a proteção das bandeiras de cartões europeias e manter os bancos no centro do sistema de pagamentos da zona do euro, afirmou nesta quarta-feira um alto funcionário do Banco Central Europeu (BCE).

Como a moeda é gerida diretamente pelo BCE através de contas que os utilizadores abrirão junto do banco central, o projeto do ⁠euro digital gerou receios de que as instituições percam seu papel no processamento ‌de pagamentos.

A digitalização dos pagamentos reduziu o papel do dinheiro físico, a única forma de moeda emitida por bancos centrais atualmente existente, levando o BCE a ‌optar pela emissão de uma moeda digital do ‌banco central para competir com as formas privadas de dinheiro.

Piero Cipollone, membro ⁠do conselho executivo do BCE, afirmou que as mudanças no setor de pagamentos significavam que os bancos corriam esse risco independentemente do euro digital.

Em declarações ao comitê diretivo da associação bancária italiana ABI, Cipollone afirmou que o euro digital visa "preservar a posição central dos bancos nos pagamentos".

"Os bancos podem perder seu papel ‌nos pagamentos não apenas por causa das stablecoins, mas também devido a outras soluções ‌privadas", disse.

Neste caso, os bancos ⁠perderiam receitas e, ⁠mais importante ainda, o acesso aos dados de pagamento de seus clientes, informações necessárias para ⁠oferecer outros serviços mais lucrativos.

TAXAS MAIS ALTAS?

O ‌BCE também quer proteger os ‌sistemas de pagamento europeus, como o sistema de cartões Bancomat da Itália ou o peer-to-peer Bizum da Espanha, disse Cipollone.

Para reforçar seu papel, o sistema digital do euro será estruturado de forma que continue a ser ⁠mais barato para os lojistas utilizarem essas redes, acrescentou.

"O limite máximo da taxa que os comerciantes pagarão na rede digital do euro será inferior ao cobrado pela rede de pagamentos internacional, normalmente mais cara, mas superior ao cobrado pelo sistema de pagamentos doméstico, normalmente o mais ‌barato", disse Cipollone.

Apenas oito dos 21 membros da zona do euro possuem um sistema nacional de pagamentos, enquanto os demais dependem inteiramente de redes internacionais.

"O ⁠euro digital favorecerá efetivamente os sistemas de pagamento domésticos", acrescentou.

O enfraquecimento das relações transatlânticas levou o BCE a classificar como risco estratégico o fato de mais de três quartos das transações na Europa serem realizadas por meio de sistemas de pagamento internacionais, como Visa ou Mastercard.

Após dois anos de atraso na aprovação da proposta legislativa do BCE, necessária para que o banco central possa emitir a moeda digital, o Parlamento Europeu deu este mês seu primeiro apoio significativo ao euro digital.

Em dezembro, o Conselho da UE fez o mesmo, declarando o projeto fundamental para a segurança econômica da Europa e que estaria "disponível ao público em geral e às empresas para efetuar pagamentos a qualquer hora e em qualquer lugar na zona do euro".

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