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Eletronuclear é autuada após vazamento de água radioativa de Angra 1

23 mar 2023 - 15h30
(atualizado às 19h12)
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A Eletronuclear informou nesta quinta-feira que recebeu do Ministério do Meio Ambiente relatórios de fiscalização e autos de infração após um vazamento, no ano passado, de água contendo substâncias de baixo teor de radioatividade da usina Angra 1.

Complexo nuclear de Angra dos Reis
31/08/2011
REUTERS/Ricardo Moraes
Complexo nuclear de Angra dos Reis 31/08/2011 REUTERS/Ricardo Moraes
Foto: Reuters

A Eletronuclear teria demorado 21 dias para comunicar o Ibama e a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) sobre o vazamento na Baía de Itaorna, em Angra dos Reis (RJ), segundo afirmou em nota o Ministério Público Federal (MPF) também nesta quinta-feira.

A estatal disse que, em setembro do ano passado, Angra 1 fez uma "liberação não programada" de um pequeno volume de água contaminada. Alegou ainda que, como os valores da liberação se encontravam abaixo dos limites da legislação que caracterizam a ocorrência de um acidente, tratou o evento como incidente operacional e informou-o nos relatórios regulares previstos.

"Inicialmente, por conta própria e depois sob demanda do Ibama, a empresa intensificou a monitoração radiológica no local de despejo das águas fluviais sem encontrar nenhum resultado significativo", diz a nota da Eletronuclear.

A empresa recebeu autos de infração na semana passada e disse que, embora respeite a avaliação dos técnicos do Ibama, "pretende recorrer junto ao órgão, uma vez que entende ter cumprido o que determina a legislação".

Em paralelo, a Justiça Federal em Angra dos Reis determinou na quarta-feira que a Eletronuclear realize, em até 30 dias, avaliação completa da possível contaminação de água, solo e ar, bem como de eventuais impactos na saúde humana e na vida das pessoas decorrentes do vazamento, em atendimento a pedido feito pelo MPF.

"A operadora da instalação nuclear deverá divulgar, também em 30 dias, informações objetivas sobre o acidente e sobre os impactos, além de seguir as normas e licenças estabelecidas pelos órgãos regulatórios", disse o MPF.

Na ação, o MPF afirmou que questiona a postura da empresa e aponta evidências de que teria havido tentativa de esconder o vazamento, atuação que levanta dúvidas sobre a transparência e a seriedade com que a Eletronuclear trata a questão da segurança e a comunicação de incidentes, na avaliação do órgão.

Quanto à acusação de falta de transparência, a empresa afirmou que os comunicados sobre o assunto foram publicados em seu site.

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