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Ele sofria bullying por sotaque e hoje fatura milhões com comunicação: conheça a trajetória de Giovanni Begossi

Empreendedor digital e palestrante dá treinamentos de oratória para gestores de empresas

28 jan 2026 - 04h58
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Resumo
Giovanni Begossi superou o bullying por seu sotaque, tornou-se um dos maiores nomes da oratória no Brasil e, como empreendedor digital, fatura milhões oferecendo treinamentos e palestras para grandes empresas e celebridades.
Mais conhecido como El Professor da Oratória, Giovanni Begossi é bicampeão brasileiro de oratória, advogado, palestrante internacional e autor do best seller 'Como Falar Bem e Ficar Rico'
Mais conhecido como El Professor da Oratória, Giovanni Begossi é bicampeão brasileiro de oratória, advogado, palestrante internacional e autor do best seller 'Como Falar Bem e Ficar Rico'
Foto: Divulgação

Em 2010, aos 14 anos, Giovanni Begossi era apenas um nerd antissocial, triste, não tinha amigos e ainda sofria com o bullying na escola que estudava no Rio Grande do Norte por causa do seu sotaque. Natural de Campinas, no interior de São Paulo, Begossi viveu a maior parte da vida em Natal. Após concluir o ensino médio, iniciou o curso de Direito e tinha grandes ambições acadêmicas, mas não sabia ele que o sucesso profissional viria de algo que sempre temeu: falar em público. 

Em entrevista ao Terra, Giovanni Begossi contou sua trajetória, desde as dificuldades do tempo de escola, passando pelo início da vida profissional e empresarial, até a consolidação como um dos maiores nomes da oratória no Brasil. Hoje, aos 31 anos, Begossi é autor do livro Falar Bem e Ficar Rico, o livro de oratória mais vendido do Brasil, e tem mais de 4,5 milhões de seguidores em suas redes sociais. 

“Eu era uma criança extrovertida. Quando morava em Campinas, eu estudava numa boa escola, mas de repente precisamos mudar para Natal e lá fomos morar numa rua de terra com esgoto a céu aberto, num bairro pobre, marginalizado, e fui estudar numa escola ruim. Esse choque de realidade potencializou a questão da timidez. E na escola comecei a sofrer bullying por causa do meu sotaque do interior de São Paulo”, lembra Begossi.

Durante quase todo o ensino fundamental e médio Begossi sofreu com a questão da timidez. Isso começou a mudar depois que trocou de escola e resolveu entrar para o grupo de teatro, onde começou a ser mais comunicativo. 

“Quando eu entrei no grupo de teatro da escola  de repente eu fiquei menos tímido, mais solto, mais espontâneo, mais leve e aí minha vida mudou da água pro vinho. Costumo dizer que fui picado por esse bichinho da oratória no teatro. Nesse período eu falei: ‘Cara, peraí, eu estudei um pouquinho de comunicação no grupinho de teatro e minha vida mudou completamente. E se eu continuar estudando essa habilidade?’ E aí a vida foi me levando pra tudo que envolvia oratória”. 

Em 2016, depois de ter concluído o ensino médio e já durante o curso de Direito na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Begossi recebeu uma bolsa para fazer um intercâmbio na Universidade de Coimbra, em Portugal. E foi lá que ele conheceu e se apaixonou de vez pela oratória e pela comunicação. 

“Lá [no intercâmbio] aconteceram três coisas que era como se fosse o universo falando, ‘Giovanni, o seu negócio é oratória’. A primeira, eu me apaixonei por um esporte chamado debate competitivo de argumentação oratória e comecei a participar de campeonatos de debate. A segunda foi eu entrar nos Toastmasters, uma organização internacional, sem fins lucrativos, de oratória.  E uma terceira eu comecei a ensinar oratória em Portugal”.

A experiência em Portugal fez Begossi mudar de mentalidade. Na volta ao Brasil, ele resolveu focar no curso de Direito. Ele se formou em 2020. Morando ainda em Natal nesse período, surgiu uma oportunidade inesperada: dar aulas de debates e oratória em inglês para crianças em uma empresa chinesa. Mesmo com insegurança e estrutura precária, foi contratado e passou a ganhar em dólar. O trabalho era 1h por dia e, segundo ele, ganhava mais do que como advogado. 

Em 2021, pensando ainda na carreira no Direito, mudou-se para São Paulo para trabalhar em um grande escritório de advocacia. O salário era bom, superava os R$ 10 mil por mês, mas Begossi ainda se sentia profundamente infeliz. Paralelamente, manteve as aulas para a China e iniciou um projeto digital de oratória. 

Com isso veio a decisão mais difícil da vida no mesmo ano em que chegou a São Paulo: abandonar a advocacia para empreender no digital, sem dinheiro e networking. Os primeiros sete meses foram difíceis, com lives sem audiência e lançamentos sem vendas. No entanto, em dezembro do mesmo ano, tudo mudou quando ele criou o perfil O Professor da Oratória, inspirado no personagem de La Casa de Papel. Em 20 dias, faturou R$ 20 mil.

“Eu comecei a me dedicar integralmente ao meu projeto digital. Isso foi a partir de maio de 2021. Mas os meses que se sucederam foram os mais difíceis da minha vida. Eu já fiz lançamento de zero vendas, então assim eu realmente cheguei no fundo do poço do empreendedorismo digital a ponto de quase desistir. Mas de repente uma pessoa chegou para mim e falou: ‘Giovanni, falam que você parece com o professor de La Casa de Papel e você é bicampeão brasileiro de oratória. E se você juntasse as duas coisas?’ Aí minha intuição alertou que tinha potencial”.

 Pergil “O Professor da Oratória”, criado por Giovanni Begossi, é inspirado no personagem de La Casa de Papel
Pergil “O Professor da Oratória”, criado por Giovanni Begossi, é inspirado no personagem de La Casa de Papel
Foto: Divulgação

Com o perfil O Professor da Oratória criado, a partir de 2022 a carreira de Begossi explodiu: viralizou nas redes, saiu de 3 mil para 300 mil seguidores, começou a atender celebridades, atletas olímpicos, políticos, empresários e grandes empresas.  Em 2023, alcançou 1,3 milhão de seguidores no Instagram, fez seu primeiro lançamento de 7 dígitos (mais de R$ 1 milhão), participou de grandes programas de TV, como Danilo Gentili, no SBT, e realizou palestras internacionais. 

Para a reportagem, o empreendedor revelou que sua empresa já faturou mais de R$ 10 milhões entre cursos online, palestras, treinamentos corporativos (inclusive em inglês), mentorias, consultorias e eventos. Entre os clientes estão Johnson & Johnson, Falconi e WEG. De celebridades tem figuras como Rafael Brandão (Fisiculturista), Poliana Rocha (mulher do Leonardo) e Cella Lopes, influenciadora. 

Atualmente, o empresário com 37 colaboradores diretos e indiretos. O faturamento do último ano foi em torno de R$ 5 milhões, com projeção de crescimento para cerca de 10 milhões. Porém, nada de parar por aí, ele revelou seu grande projeto para os próximos 10 anos: criar uma escola física de oratória, começando por uma unidade própria e expandindo por meio de franquias em todo o Brasil, com o objetivo de democratizar a comunicação presencialmente.

“Eu acredito que o poder da comunicação é capaz de transformar vidas”, argumentou.

Fonte: Portal Terra
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