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É preciso cuidado redobrado na gestão de terceiros: entenda

Pesquisa mostra que 40% das organizações entrevistadas sofreram vazamentos de dados causados por terceiros.

26 jan 2022 06h30
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Nilo Rocha defende que a prerrogativa da Gestão de Riscos de Terceiros ainda é um tema em desenvolvimento no Brasil
Nilo Rocha defende que a prerrogativa da Gestão de Riscos de Terceiros ainda é um tema em desenvolvimento no Brasil
Foto: LinkedIn / Reprodução

Atuar com empresas terceirizadas é importante para manter a competitividade e o crescimento no mundo corporativo. Mas trabalhar com terceirizadas adiciona riscos potenciais ao negócio, incluindo o cibernético, o regulatório e o de marca. 

Pesquisa divulgada no fim do ano passado pela EY sobre Gestão de Riscos de Terceiros (TPRM - Third Party Risk Management) mostra que das 162 organizações entrevistadas, 40% dizem ter sofrido vazamento de dados causado por terceiros, sendo que metade já sofreu queda de sistemas.

“A prerrogativa da TPRM é mapear os riscos potenciais de terceiros (parceiros, fornecedores, prestadores de serviços) em todo o seu ciclo de vida, desde o on-boarding (começo da parceria) até o encerramento da relação de negócio. Mas este ainda é um tema em desenvolvimento, sobretudo em mercados emergentes como o Brasil”, explica Nilo Rocha, consultor da EY para gestão de terceiros.

A pesquisa – com participação de setores da indústria, incluindo serviços financeiros, bens de consumo e varejo, saúde, ciências da vida, mídia e entretenimento, tecnologia, energia e serviços, produtos industriais diversificados e governo e setor público, em vários países – aponta que 58% dos casos abordados implementaram estruturas centralizadas, sendo que outros 38% possuem, pelo menos, algum tipo de função híbrida.

De acordo com Rocha, os dados mostram que as empresas estão cada vez mais cientes dos riscos relacionados a terceiros e têm se movimentado rumo à estruturação de um modelo que entendem ser suficiente para tratar este tema. 

“É possível notar, se compararmos com a pesquisa de 2020, que o modelo centralizado cresceu 10% e que há uma tendência natural para a sua consolidação como a forma mais utilizada. Mas não há modelo certo ou errado, há aquele que melhor se enquadra no modus operandi da empresa, além de estar alinhado a seu propósito e à sua visão.”

João Herculano, sócio-líder de Consultoria de Riscos de Tecnologia e Gestão de Riscos de Terceiros na EY, explica que o impacto da Covid-19 nas cadeias de suprimento e operações revelou lacunas e fragmentação na abordagem de algumas empresas à gestão de riscos de terceiros. “Uma vez atenuada a crise imediata, as empresas devem reavaliar se uma instalação interna centralizada ou um fornecedor externo de serviços geridos são as soluções mais eficientes e eficazes.”

Para ele, as empresas precisam avaliar suas estratégias e planos de resiliência, incluindo a capacidade de operações offshore críticas e a capacidade de terceiros em apoiar funções importantes. 

“Entre as funções que devem ser avaliadas e potencialmente reforçadas estão entrega e suporte de produtos, TI, recursos humanos, folha de pagamento, relatórios financeiros e cibersegurança. As empresas também devem estar atentas a riscos ocultos de terceiros, tais como riscos de concentração em torno do uso de aplicativos móveis por parte dos fornecedores para apoiar o trabalho remoto”, alerta. 

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