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Dólar oscila pouco com mercado de olho em dados econômicos e impasse Brasil-EUA

25 ago 2025 - 09h10
(atualizado às 09h54)
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O dólar à vista oscilava pouco nesta segunda-feira, após recuar quase 1% na sessão anterior na esteira de um discurso do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, com os investidores atentos a novidades sobre o impasse comercial entre Brasil e Estados Unidos e à espera de mais dados econômicos.

Às 9h42, o dólar à vista subia 0,07%, a R$5,4266 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha alta de 0,09%, a R$5,442 na venda.

A moeda brasileira devolvia uma pequena parte do forte ganho obtido na sexta-feira, quando as falas de Powell no simpósio de Jackson Hole, evento promovido pelo Fed, fomentaram as expectativas de que o banco central dos EUA retomará os cortes na taxa de juros a partir de setembro.

Em seu discurso, o chair do Fed reconheceu que os riscos para o mercado de trabalho norte-americano estão crescendo, acrescentando que a perspectiva básica do banco é de que a política monetária será reajustada devido ao seu patamar contracionista.

Powell não indicou quando ou em qual velocidades os juros poderão cair e apontou que os dados a serem divulgados antes da reunião de 16 e 17 de setembro serão fundamentais para determinar a decisão do Fed.

Com o aumento das apostas de redução dos juros por operadores, o que torna ativos dos EUA menos atrativos de forma geral, o dólar recuou 0,99%, a R$5,4227, no pregão anterior, o que abria espaço para uma correção de preço nesta segunda-feira.

Ao longo desta semana, os agentes financeiros analisarão uma série de dados econômicos. No Brasil, os destaques serão os números do IPCA-15 de agosto, na terça-feira, e o relatório de emprego do Caged, na quinta-feira.

Já no cenário externo, os mercados globais avaliarão a segunda estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA para o segundo trimestre, na quinta, e dados do índice PCE de julho -- o indicador de inflação preferido do Fed --, na sexta-feira.

"O mercado continua especulando sobre a disposição do Fed em cortar juros no mês que vem. O discurso de Powell deixou o caminho em aberto, mas a agenda da semana deve trazer respostas mais objetivas", disse Diego Costa, head de câmbio para o Norte e Nordeste da B&T XP.

O índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,08%, a 97,926.

O mercado doméstico também aguarda novidades sobre o impasse comercial entre Brasil e EUA, à medida que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua tentando negociar a tarifa de 50% imposta por Washington sobre produtos brasileiros.

A percepção dos agentes segue sendo de que as relações bilaterais foram agravadas depois da decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que, na prática, impede que o ministro Alexandre de Moraes sofra as consequências das sanções econômicas impostas pelos EUA.

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