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Dólar cai a R$ 5,42, com percepção de alívio sobre impasse comercial entre Brasil e EUA

O mercado doméstico monitora o esforço do governo para negociar com Washington mais isenções à taxa punitiva

7 ago 2025 - 17h16
(atualizado às 17h58)
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Resumo
O dólar caiu 0,72%, fechando a R$ 5,4235, em meio a otimismo moderado sobre negociações entre Brasil e EUA para reduzir tarifas comerciais e favorecido pelo diferencial de juros do Brasil.
Imagem ilustrativa de notas de dólar
17/07/2022
REUTERS/Dado Ruvic
Imagem ilustrativa de notas de dólar 17/07/2022 REUTERS/Dado Ruvic
Foto: Reuters

O dólar à vista fechou em baixa pela quinta sessão consecutiva nesta quinta-feira, à medida que os investidores equilibraram sentimento de alívio em relação à perspectiva para o impasse comercial entre Brasil e Estados Unidos com uma cautela persistente.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,72%, a R$5,4235. Desde sexta-feira passada, a moeda acumulou queda de 3,2%.

Às 17h22, na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,72%, a R$5,454 na venda.

Os movimentos do real nesta sessão permaneceram contidos em uma faixa restrita pela maior parte do dia, com os agentes financeiros se mantendo cautelosos diante da entrada em vigor, na quarta-feira, da tarifa de 50% do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre produtos brasileiros.

O mercado doméstico monitora o esforço do governo para negociar com Washington mais isenções à taxa punitiva, enquanto aguarda o anúncio de um plano de contingência para ajudar empresas e setores afetados pela tarifa de Trump.

Na última hora do pregão, entretanto, os ganhos do real sobre a divisa norte-americana se acentuaram, à medida que os investidores foram adotando uma visão mais otimista quanto ao futuro do impasse entre os dois parceiros, em meio à falta de novas notícias sobre o assunto.

Agentes consideraram positiva a confirmação pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na véspera de que terá uma conversa com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, na próxima quarta-feira, o que poderia encaminhar um entendimento.

A moeda brasileira também segue bastante atrativa para investidores estrangeiros devido ao diferencial de juros do Brasil com os EUA, conforme crescem as apostas de que o Federal Reserve retomará os cortes da taxa de juros em setembro, na esteira de dados recentes fracos sobre o mercado de trabalho.

Em relação ao banco central dos EUA, Trump anunciou que o presidente do Conselho de Assessores Econômicos, Stephen Miran, vai cumprir o restante do mandato da diretora Adriana Kugler, que renunciou na semana passada. Ele ocupará o cargo até 31 de janeiro, quando deverá ser nomeado um substituto permanente.

"A gente está vendo uma nova rodada de enfraquecimento global do dólar e as moedas emergentes têm sido beneficiadas por essa desvalorização, em particular aquelas que possuem maior diferencial de juros", disse Leonel Mattos, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.

Na cotação mínima do dia, o dólar marcou R$5,41645 (-0,85%), já nos minutos finais da sessão. Na máxima, a moeda alcançou R$5,4758 (+0,24%), às 12h10.

O índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,11%, a 98,071.

Pela manhã, o Banco Central vendeu 35.000 contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 1º de setembro de 2025.

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