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Dólar tem leve alta no Brasil após divulgação de dados econômicos dos EUA

26 ago 2026 - 17h11
(atualizado às 17h17)
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Resumo
O dólar subiu 0,23% e fechou a R$ 5,1533, impulsionado pela alta global da moeda após a divulgação da inflação PCE nos Estados Unidos, que superou as projeções em 12 meses. O dado fortaleceu os rendimentos dos Treasuries e elevou as apostas de novas altas de juros pelo Federal Reserve. No Brasil, o movimento externo sobrepôs a deflação de 0,40% registrada pelo IPCA-15 em agosto e o fluxo cambial negativo do mês, mantendo a valorização da divisa norte-americana frente ao real.

O dólar fechou ‌a quarta-feira com leve alta no Brasil e novamente acima dos R$5,15, acompanhando o fortalecimento da moeda norte-americana no exterior após a divulgação de novos dados sobre a economia dos Estados Unidos.

O dólar à vista fechou o dia com alta de 0,23%, aos R$5,1533. No ano, a divisa passou a ⁠acumular baixa de 6,12%.

Às 17h03, o dólar futuro para setembro -- atualmente o mais ‌negociado no mercado brasileiro -- subia 0,06% na B3, aos R$5,1570.

O Departamento de Comércio dos EUA informou pela manhã que o índice de inflação PCE -- bastante ‌observado pelo Federal Reserve em sua política monetária -- ‌subiu 0,2% em julho, após cair 0,1% em junho. Nos 12 ⁠meses até julho, o índice subiu 3,7%, repetindo a taxa de junho, mas superando a previsão de 3,6%.

O núcleo do PCE subiu 0,2% em julho, em linha com o esperado. Já o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre nos EUA cresceu 1,5%, também em linha com as expectativas.

Na esteira dos ‌números de inflação, os rendimentos dos Treasuries ganharam força, assim como o dólar ante ‌boa parte das demais ⁠divisas, em meio ⁠à avaliação de que o Fed pode ser levado a subir juros no curto prazo ⁠para conter a alta de preços.

No ‌mercado de câmbio brasileiro, isso ‌se materializou no avanço do dólar ante o real. Após marcar a cotação mínima intradia de R$5,1394 (-0,04%) às 9h06, antes da divulgação dos dados norte-americanos, o dólar à vista atingiu a máxima de R$5,1673 (+0,50%) às ⁠12h52, já depois dos números.

O fortalecimento do dólar ante o real esteve em sintonia com o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes, como o peso colombiano e o peso chileno. A moeda norte-americana também avançou ante divisas fortes como o euro ‌e a libra.

Às 17h09, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,24%, ⁠a 99,148.

No início do dia, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, cedeu 0,40% em agosto, após ter subido 0,06% em julho. A deflação no mês foi maior que o recuo de 0,30% esperado pelo mercado, conforme pesquisa da Reuters.

A abertura do indicador, no entanto, não trouxe números tão favoráveis, com aceleração de preços em algumas métricas de serviços e na média dos núcleos de inflação.

No fim da manhã, o Banco Central vendeu 60.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de setembro. À tarde, o BC informou que o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$2,552 bilhões em agosto até o dia 21.

(Edição de Isabel Versiani)

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