Abecip eleva previsão de alta do crédito imobiliário em 2026
A Abecip elevou de 16% para 25% a previsão de crescimento do crédito imobiliário em 2026, projetando R$ 411 bilhões em concessões. A revisão foi impulsionada pelo resultado recorde de financiamentos via poupança em julho, que somou R$ 20,96 bilhões. Para o SBPE, a estimativa de alta subiu para 18% (R$ 185 bilhões). Segundo a entidade, emprego e renda sustentam a demanda habitacional, enquanto as taxas de juros permanecem no radar como ponto de atenção para os próximos meses.
A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) elevou nesta quarta-feira sua estimativa de crescimento do crédito imobiliário brasileiro em 2026, após resultado recorde nos financiamentos com recursos das cadernetas de poupança no mês passado.
A entidade agora calcula uma expansão de 25%, de 16% antes, o que aponta para aproximadamente R$411 bilhões em concessões no ano, de R$ 375 bilhões anteriormente. Para os financiamentos realizados especificamente com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), a expectativa passou de crescimento de 15% para 18% em 2026, com volume próximo de R$185 bilhões.
Na avaliação da Abecip, fatores como emprego e renda continuam contribuindo para sustentar a demanda habitacional, enquanto o nível das taxas de juros permanece como um dos principais pontos de atenção para a evolução das concessões nos próximos meses.
Em julho, os financiamentos imobiliários com recursos das cadernetas de poupança somaram R$20,96 bilhões, melhor resultado para o mês na série histórica e um salto de 76,7% em relação ao mesmo período de 2025. Ante junho, o montante representa um avanço de 21%. No mês passado, foram financiadas aquisições e construções de 57,9 mil imóveis, crescimento de 61,2% ante o mesmo intervalo do ano passado e de 18,8% em relação a junho.
No acumulado dos primeiros sete meses do ano, os financiamentos imobiliários com recursos do SBPE totalizaram R$115,5 bilhões, expansão de 36,3% ano a ano. No período, foram financiados 337,8 mil imóveis nas modalidades de aquisição e construção, aumento de 37,1% na comparação com o mesmo período de 2025.
No caso das operações de financiamento imobiliário com recursos livres, houve queda de 57,7% ano a ano, mas alta de 12,7% na comparação mensal, para R$1,32 bilhão. Os recursos foram usados para operações envolvendo 7,3 mil imóveis - retração de 60% ano a ano, mas alta de 11% em relação a junho.
Nos primeiros sete meses do ano, essas operações tiveram queda de 26% ante o mesmo período de 2025, para R$9,84 bilhões, com os financiamentos envolvendo 53,7 mil unidades, queda de 28,4%.
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