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5 alertas para não cair no novo golpe do falso emprego

Especialista alerta sobre a alta dos golpes de falsos processos seletivos.

22 mai 2022 01h00
| atualizado em 27/5/2022 às 20h15
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Foto: Adobe Stock

Não está fácil para ninguém. São 11,9 milhões de desempregados no primeiro trimestre deste ano, segundo o IBGE. Mas nada pior do que estar desempregado e ainda ser vítima de um golpe. Pois agora tem um novo golpe do falso emprego na praça. E é preciso ficar muito alerta para ele.

Através de falsas propostas atrativas, os golpistas aproveitam a vulnerabilidade das pessoas para oferecer empregos fakes em diversos canais digitais. “Os fraudadores estão cada vez mais sofisticados para agir de má fé com as pessoas”, alerta Andréia Girardini, diretora de Pessoas e Cultura no GetNinjas, aplicativo de serviços que conecta profissionais a potenciais clientes. 

A especialista destaca 5 alertas para você evitar esse tipo de fraude. 

1. Identificação

Quando se trata de uma tentativa de fraude, o golpista costuma não se identificar. Por isso, é importante saber com quem você está falando, para qual empresa a vaga pertence e buscar informações sobre a vaga no site da empresa antes de iniciar uma conversa sobre a oportunidade de trabalho. 

“É comum que mensagens de cunho fraudulento sejam sucintas e genéricas demais”, diz ela.

2. Elasticidade salarial 

Se o salário a ser pago no anúncio da vaga parece navegar entre extremos ou até ser muito alto para poucas horas de trabalho, é um sinal de alerta. 

“É natural que exista diferentes salários, porém, é importante ficar atento a média salarial daquele cargo no mercado de trabalho para ter um parâmetro mais seguro.”

3. Informações pessoais

Quando você está se candidatando para uma vaga, é muito importante ter em mente que no primeiro contato o recrutador não vai precisar de muitas informações, a não ser o nome, sobrenome e dados para contato, como e-mail e confirmação do número de telefone, que já são suficientes para dar sequência a um processo seletivo. 

“Não forneça número de documentos, como RG ou CPF, data de nascimento ou nome dos pais, porque, muitas vezes, o intuito é ter acesso aos seus dados para usar em fraudes e estelionatos”, analisa Andréia.

4. Taxas e cursos como pré-requisito

As empresas não podem exigir um curso de determinado lugar como pré-requisito para participar de uma seleção, tampouco cobrar taxas para isso. 

“O que a gente mais precisa são de candidatos. Vocês são o nosso ouro! Sempre que você tiver que fazer um curso obrigatório para se candidatar para determinada vaga, corra! Porque, provavelmente, eles estão querendo tirar dinheiro de você”, alerta a recrutadora.

5. Links incomuns

Desconfie de anúncios de vagas com links não identificáveis, que possuem letras soltas, sem organização lógica, pois é mais um indício de tentativa de roubo de dados pessoais. Evite clicar sem antes fazer uma verificação sobre a existência da vaga em uma ferramenta de busca, como o Google.

Vale lembrar que, ainda mais em tempos de trabalho remoto, é comum receber contatos por redes sociais ou via WhatsApp, então, é importante conseguir diferenciar as mensagens e identificar a possibilidade de golpe rapidamente. 

“O processo seletivo é um processo sério e empresas idôneas levam isso ao pé da letra”, complementa Andréia.

Redação Dinheiro em Dia
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