Desemprego fica em 5,1% no tri até dezembro e tem melhor resultado desde 2012
A taxa anual de desemprego para o período caiu de 6,6% para 5,6%, entre 2024 e 2025, sendo o patamar mais baixo na série histórica
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,1% no último trimestre de 2025, atingindo o menor nível desde 2012, com aumento da renda média e do número de trabalhadores formais.
A taxa de desemprego caiu em 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025, nível mais baixo de desocupação da série histórica em 2012, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgada nesta sexta-feira, 30, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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Os dados mostram ainda que, no mesmo período de 2024, a taxa de desemprego estava em 6,2%, enquanto no trimestre móvel até novembro, a desocupação ficou 5,2%. Com o resultado mais recente, a taxa anual do indicador de desemprego caiu de 6,6%, em 2024, para 5,6%, em 2025. Este é o patamar mais baixo desde 2012.
A média caiu de 7,2 para 6,2 milhões em um ano. Para meios de comparação, em 2020 e 2021, período da pandemia, a taxa chegou a 13,7% e 14,0%, respectivamente, e cerca de 14 milhões de desocupados.
O ano de 2025 foi recorde na série histórica, com 103 milhões de pessoas ocupadas, frente a 101,3 milhões em 2024. Em 2012, o número era de 89,3 milhões. A renda média real do trabalhador foi de R$ 3.613,00 no trimestre encerrado em dezembro, representando alta de 5,0% em relação ao mesmo trimestre de 2024.
A massa de renda real habitual paga aos ocupados total foi de R$ 367,6 bilhões no trimestre encerrado em dezembro, alta de 6,4% em comparação ao mesmo período do ano passado.
Já a massa de salários em circulação na economia aumentou em R$ 22,03 bilhões para R$ 367,6 bilhões, uma alta de 6,4% no trimestre encerrado em dezembro ante o de 2024. A massa de renda real subiu de 3,1%, com R$ 10,883 bilhões a mais, na comparação com o trimestre terminado em setembro.
Empregados com carteira assinada tem recorde
Ainda segundo o IBGE, o número de empregados do setor privado com carteira de trabalho assinada cresceu 2,8% no valor de 2025 frente a 2024 e chegou a 38,9 milhões de pessoas, o patamar mais alto da série. A estimativa aponta que houve um acréscimo de cerca de 1 milhão de pessoas com carteira assinada em relação ao ano anterior.
O trimestre encerrado em dezembro mostrou ainda uma abertura de 179 mil vagas com carteira assinada no setor privado em relação ao trimestre encerrado em setembro. No mesmo período de 2024, 939 mil vagas foram criadas no setor privado.
Por sua vez, o contingente anual de empregados da iniciativa privada sem carteira assinada caiu 0,8%, passando de 13,9 milhões para 13,8 milhões de pessoas. Enquanto isso, o número de trabalhadores domésticos teve redução de 4,4%, chegando a 5,7 milhões de pessoas.
A pesquisa ainda demonstra que o contingente de pessoas que trabalham por conta própria foi o maior da série histórica, com estimativa anual de 26,1 milhões, o que corresponde a um crescimento de 2,4% em relação a 2024, que foi de 25,5 milhões. O crescimento em comparação ao início da série em 2012, quando era de 20,0 milhões, foi de 30,4%. A taxa anual de informalidade caiu de 39,0%, em 2024, para 38,1% em 2025.
(**Com informações do Estadão)