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Cúpula entre EUA e China divide atenções com tensão política no Brasil

O petróleo tem leve alta após Xi Jinping sinalizar a ampliação de compras de petróleo americano

14 mai 2026 - 10h46
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Resumo
O principal avanço após a reunião entre Donald Trump e Xi Jinping foi o consenso de que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto para garantir o fluxo global de energia. O líder chinês também indicou interesse em ampliar as compras de petróleo americano, reduzindo a dependência da rota no Golfo.
XI Jinping e Donald Trump durante reunião em Pequim
XI Jinping e Donald Trump durante reunião em Pequim
Foto: Brendan Smialowski / AFP

No cenário internacional, o foco do mercado migrou das tensões no Oriente Médio para a cúpula entre Estados Unidos e China, iniciada nesta quinta-feira (14), em Pequim. Os dois países sinalizaram uma relação de “estabilidade estratégica”, baseada em cooperação e competição calibrada.

O principal avanço foi o consenso de que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto para garantir o fluxo global de energia. Xi Jinping também indicou interesse em ampliar as compras de petróleo americano, reduzindo a dependência chinesa da rota no Golfo.

Com o impacto no mercado de commodities, os preços do petróleo operam em leve alta em reação às sinalizações de Xi Jinping sobre ampliar compras de petróleo americano. O Brent/junho sobe 0,52%, a US$ 106,18, enquanto o WTI/junho avança 0,63%, cotado a US$ 101,66.

Nos mercados globais, o novo rali do setor de tecnologia toma a frente das tensões entre EUA e Irã - As bolsas da Europa avançam impulsionadas por ações de tecnologia e dados econômicos positivos, enquanto investidores acompanham a crise política no Reino Unido. Na Ásia, os índices fecharam mistos, com investidores monitorando a cúpula entre Washington e Pequim. Na China, prevaleceu a realização de lucros, enquanto outros mercados foram impulsionados pelo avanço das ações de tecnologia.

No Brasil, o foco do mercado saiu do conflito no Oriente Médio e passou para o risco eleitoral, ampliando a aversão aos ativos domésticos. A mudança ocorreu após reportagem do Intercept revelar mensagens em que Flávio Bolsonaro cobra do ex-banqueiro Daniel Vorcaro o repasse de US$ 24 milhões para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro.

Segundo O Globo, Vorcaro teria transferido R$ 62 milhões para a produção do longa “Dark Horse” entre fevereiro e maio de 2025. Flávio confirmou o financiamento privado, mas negou irregularidades ou intermediação de interesses do empresário junto ao governo. 

O episódio aumentou a percepção de instabilidade política e pressionou o mercado, levando o Ibovespa a cair 1,8% no pregão. Nos bastidores, interlocutores da campanha já classificam o episódio como a “primeira grande crise” da candidatura de Flávio.

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