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Crescimento de América Latina e Caribe deve desacelerar para 2,1% em 2026, diz BID

3 mar 2026 - 15h09
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Os países da América Latina e do Caribe devem ‌promover maior prudência fiscal e integração regional para combater a desaceleração do crescimento, disse o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) na terça-feira, prevendo uma expansão econômica de 2,1% em 2026.

Em seu Relatório Macroeconômico da América Latina e do Caribe, o BID estimou um crescimento econômico de 2,2% em 2025 e previu 2,1% para 2026, próximo da média de longo prazo da região.

"No entanto, resiliência não significa imunidade", afirmou o relatório. "O crescimento continua modesto."

Taxas ⁠de juros globais mais altas e dívidas acumuladas estão aumentando os custos do serviço da dívida, pressionando as finanças ‌públicas e reduzindo o espaço para responder a choques futuros, disse o relatório.

A dívida pública média é de 59% do PIB, com projeções que variam entre 57% e 66% até 2028, nos cenários base e ‌de estresse. As previsões foram compiladas antes do início dos ataques ‌dos EUA e de Israel ao Irã no fim de semana, que abalaram os mercados globais.

INSTITUIÇÕES ⁠MAIS FORTES SÃO FUNDAMENTAIS

As ferramentas digitais podem ajudar os governos a melhorar a arrecadação de impostos, gerenciar gastos de forma mais eficiente e modernizar sistemas de pagamento, afirmou o BID.

O banco disse que instituições mais fortes seriam fundamentais para o crescimento a longo prazo, especialmente se a região quiser transformar as oportunidades da inteligência artificial e dos minerais críticos em ganhos sustentáveis.

Embora o desemprego esteja próximo de níveis historicamente baixos em vários países ‌e a inflação tenha retornado em grande parte à meta, a fraca produtividade continua a limitar os ganhos de ‌renda, especialmente porque a população em ⁠idade ativa cresce mais lentamente ⁠do que nas últimas décadas.

"O espaço para um crescimento contínuo impulsionado pela mão de obra está se estreitando", afirmou o ⁠relatório.

Os padrões de contratação estão mudando. As vagas de emprego ‌que mencionam inteligência artificial aumentaram acentuadamente ‌em 2025, atingindo um recorde histórico de 7% de todas as vagas em junho, de acordo com o BID.

A economista-chefe Laura Alfaro Maykall disse que os dados até agora sugerem que as contratações relacionadas à IA não estão substituindo outros empregos, embora ela tenha alertado que as evidências mostram uma ⁠correlação, e não uma relação de causa e efeito.

IA AUMENTA A DEMANDA POR MINERAIS

Ao mesmo tempo, a disseminação da IA e da eletrificação, juntamente com a transição energética global, está aumentando a demanda por minerais como cobre, lítio e terras raras, dos quais a região possui reservas significativas.

A demanda global apenas por lítio pode aumentar entre 470% e 800% até 2050, dependendo dos cenários ‌das políticas climáticas, segundo o relatório.

Mas o BID alertou que os minerais não são um atalho para a prosperidade. Ele define minerais críticos como materiais que são economicamente importantes e vulneráveis a interrupções no fornecimento, ⁠e observa que o fornecimento permanece altamente concentrado globalmente, particularmente na refinação e no processamento.

Apesar de seu papel estratégico na energia limpa e nos sistemas digitais, esses minerais continuam sujeitos a fortes oscilações de preço e ciclos de expansão e recessão.

"A qualidade institucional, e não a geologia, provou ser decisiva para determinar se a abundância de recursos leva ao desenvolvimento e à resiliência de longo prazo ou reforça os ciclos de expansão e recessão", afirma o relatório.

Alfaro disse que uma integração regional mais profunda é importante se os países quiserem capturar mais valor além da extração, observando que poucas economias na região tem escala suficiente por conta própria. Ela acrescentou que uma concorrência mais forte -- incluindo em serviços como bancos e logística -- também ajudaria a aumentar a produtividade.

"A resiliência deve ser preservada, mas a resiliência por si só não é suficiente", disse ela. "O crescimento duradouro dependerá da reconstrução de amortecedores, do fortalecimento das instituições e da adoção de políticas que convertam as mudanças tecnológicas e os recursos naturais em ganhos sustentáveis de produtividade."

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