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Coreia do Sul: trabalhadores da Samsung Electronics anunciam greve geral

Funcionários da maior fabricante mundial de chips de memória entram em greve a partir de quinta, 21

20 mai 2026 - 03h58
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O principal sindicato que representa os trabalhadores da gigante sul-coreana de semicondutores Samsung Electronics anunciou uma greve geral válida a partir desta quinta-feira, 21, após o fracasso das negociações sobre o pagamento do bônus de participação nos lucros aos funcionários.

A paralisação aumentou as preocupações sobre um possível interrupção na indústria de circuitos integrados, um setor fundamental para o país asiático. A expectativa é de que a greve seja muito maior do que a paralisação de 2024, que envolveu cerca de 6 mil trabalhadores na maior fabricante mundial de chips de memória.

A disputa gira em torno da divisão de lucros.

As ações da gigante da tecnologia subiram quase 400% no último ano, impulsionadas pelo expansão da IA. Pela primeira vez no início deste mês, a capitalização de mercado da Samsung ultrapassou US$ 1 trilhão.

O sindicato exigiu a eliminação do teto para esse tipo de pagamento, fixado em 50% do salário anual, e que 15% do lucro operacional fossem destinados a bônus.

"Por volta das 22h do dia 19 de maio, o sindicato aceitou a proposta de mediação apresentada pela Comissão Nacional de Relações Trabalhistas; no entanto, a administração a rejeitou", afirmou o sindicato em um comunicado à imprensa na quarta-feira.

Diante dessa situação, "o sindicato iniciará legalmente uma greve geral amanhã [quinta-feira], conforme previsto", acrescentou.

Segundo o advogado do sindicato, cerca de 50,5 mil trabalhadores paralisarão as atividades nas linhas de produção por 18 dias a partir de quinta, em decorrência do fracasso das negociações com a administração.

A administração da Samsung declarou que as negociações fracassaram porque "ceder às exigências excessivas do sindicato colocaria em risco os princípios fundamentais de gestão da empresa".

Dentro do governo sul-coreano, crescem as preocupações de que uma greve prolongada possa prejudicar a economia, visto que os chips representam aproximadamente 35% das exportações.

O gabinete presidencial sul-coreano expressou "profundo pesar" pelo fracasso das negociações e instou ambas as partes a continuarem trabalhando em busca de um acordo.

O governo poderá invocar poderes de mediação de emergência, uma atitude que poderia suspender greves ou outras ações sindicais e desencadear uma mediação caso sejam consideradas uma ameaça à economia nacional. /AFP

Estadão
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