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ONU reduz previsão de crescimento global para 2,5%, culpando crise no Oriente Médio

19 mai 2026 - 19h41
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A Organização das Nações Unidas reduziu ‌nesta terça-feira sua previsão de crescimento econômico global, dizendo que a crise no Oriente Médio havia reacendido as pressões inflacionárias e aumentado a incerteza.

Pessoas caminham perto de um outdoor com a imagem do falecido líder supremo iraniano aiatolá Ali Khamenei, em Teerã
19 de maio de 2026
Majid Asgaripour/WANA (Agência de Notícias da Ásia Ocidental) via REUTERS
Pessoas caminham perto de um outdoor com a imagem do falecido líder supremo iraniano aiatolá Ali Khamenei, em Teerã 19 de maio de 2026 Majid Asgaripour/WANA (Agência de Notícias da Ásia Ocidental) via REUTERS
Foto: Reuters

Um comunicado de imprensa da ONU, resumindo a atualização de meio de ano do relatório "Situação Econômica Mundial ⁠e Perspectivas" do órgão global, disse que a previsão de crescimento do ‌PIB global é de 2,5% em 2026, em comparação com uma estimativa de 3,0% em 2025, 0,2 ponto percentual ‌abaixo da projeção de janeiro e ‌bem abaixo das taxas de crescimento pré-pandemia.

A projeção ⁠para 2027 é de uma recuperação modesta, com um crescimento de 2,8%.

A expectativa é que mercados de trabalho sólidos, demanda resiliente dos consumidores e comércio e investimento impulsionados pela IA ofereçam suporte, mas o corte da previsão ressalta um ‌enfraquecimento adicional de uma perspectiva global moderada.

O aumento nos preços ‌da energia proporcionou ⁠ganhos inesperados para ⁠as empresas de energia, mas intensificou as pressões de custo para ⁠famílias e empresas, disse ‌a ONU.

Nas economias desenvolvidas, ‌a previsão é de que a inflação aumente de 2,6% em 2025 para 2,9% em 2026 e, nas economias em desenvolvimento, de 4,2% para 5,2%.

Os danos mais graves ⁠estão na Ásia Ocidental, onde o crescimento deverá cair de 3,6% para 1,4%, exacerbado pelos danos à infraestrutura, ao comércio e ao turismo.

Já os Estados Unidos devem permanecer comparativamente resilientes, com um ‌crescimento projetado de 2,0% em 2026, praticamente estável em relação à expansão de 2025, devido à forte demanda doméstica ⁠e ao investimento em tecnologia.

A Europa, por sua vez, está mais exposta, com a dependência de energia importada pressionando as famílias e as empresas. A ONU projeta que o crescimento da UE diminua de 1,5% para 1,1% e, no Reino Unido, de 1,4% para 0,7%.

No caso da China, o mix diversificado de energia, as consideráveis reservas estratégicas e o apoio político estão proporcionando um amortecedor, com a projeção de crescimento passando de 5,0% para 4,6%. Já na Índia, a expectativa é que o crescimento seja de 6,4% contra 7,5%.

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