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Copom mantém Selic em 6,5% ano

16 mai 2018
19h47
atualizado às 19h56
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Banco Central surpreende mercado financeiro e interrompe ciclo de 12 quedas consecutivas. Apesar de decisão, a taxa de juros permanece no menor nível alcançado desde o início da série histórica.Em uma decisão que surpreendeu o mercado financeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve nesta quarta-feira (17/05) a taxa básica anual de juros, a Selic, em 6,5% ao ano. A manutenção da taxa interrompeu um ciclo de 12 quedas consecutivas.

Sede do Banco Central em Fortaleza
Sede do Banco Central em Fortaleza
Foto: DW / Deutsche Welle

Analistas esperavam mais um corte na Selic, no entanto, o Copom disse que o cenário volátil pesou para a decisão de manter a taxa de juros.

"O cenário externo tornou-se mais desafiador e apresentou volatilidade. A evolução dos riscos, em grande parte associados à normalização das taxas de juros em algumas economias avançadas, produziu ajustes nos mercados financeiros internacionais. Como resultado, houve redução do apetite ao risco em relação a economias emergentes", disse o Banco Central, num comunicado.

O anúncio vem num momento em que o país enfrenta uma forte valorização do dólar no mercado de câmbio. Em quatro dias seguidos, a moeda americana valorizou 3,71% e encerrou esta quarta-feira negociada a 3,694 reais.

Apesar da decisão, a taxa permanece no menor nível alcançado desde o início da série histórica do Banco Central, há 32 anos. A Selic é a principal arma usada pelo governo para conter a alta dos preços. A meta da inflação estipulada para 2018 é de 4,5%, com intervalo de tolerância 1,5 ponto percentual, ou seja, não poderá superar 6% e nem ficar abaixo de 3%.

O Banco Central afirmou que o comportamento da inflação permanece numa tendência favorável, com preços mais sensíveis aos juros e ao ciclo econômico em níveis baixos.

A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central contém o excesso de demanda que pressiona os preços, pois os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflação.

CN/afp/abr/ots

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