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CES 2026: Tecnologia de 'gêmeos digitais' começa a crescer no setor industrial

Com o avanço da internet rápida e da inteligência artificial, réplicas virtuais de pessoas, objetos, veículos, máquinas e plantas fabris ganham movimento e atualização em tempo real

8 jan 2026 - 20h33
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LAS VEGAS - As aplicações que envolvem gêmeos digitais estão começando a ganhar tração na indústria e são uma das principais tendências apresentadas para o setor empresarial neste ano durante a Consumer Electronic Show (CES), em Las Vegas, nos Estados Unidos.

Os gêmeos digitais são réplicas virtuais de pessoas, objetos, veículos, máquinas e plantas fabris, por exemplo. Com o avanço da internet rápida e da inteligência artificial (IA), essas réplicas passaram a ficar "animadas". Ou seja: em vez de reproduções estáticas, ganharam movimento e atualização em tempo real a partir de dados colhidos de sensores e transmitidos continuamente.

Com isso, podem ser usadas para simular, monitorar e analisar o comportamento de suas contrapartes reais, permitindo prever falhas, otimizar desempenho e tomar decisões mais assertivas, algo muito desejado na indústria.

A Pepsico (dona de Pepsi, Gatorade, Lay's, Doritos e Cheetos) mostrou como aplicou os gêmeos digitais para expandir uma das fábricas da Gatorade, nos EUA. A nova tecnologia serviu para simular o design e a posição das novas linhas industriais e prever os resultados com cada uma delas, escolhendo pela melhor delas. Isso tudo antes de tirar os equipamentos da caixa.

"Pudemos simular tudo de uma forma que não precisamos gastar um único dólar na planta física antes de saber que o design é o final", disse a vice-presidente executiva da Pepsico, Athina Kanioura, durante apresentação na CES. "Com a simulação alimentada por IA agora, podemos explorar centenas ou milhares de layouts potenciais para encontrar as opções mais eficientes. Com o gêmeo digital, esse tipo de tarefa, que normalmente levaria meses, agora leva dias", emendou.

Segundo Athina, isso permitiu uma redução de capex (despesas com investimentos) na ordem de 10% a 15%, o que poderá ser aplicado nas demais operações.

Outro caso apresentado na CES foi o da Commonwealth Fusion Systems (CFS), empresa americana de energia que desenvolve tecnologia para construir usinas privadas de fusão nuclear.

A companhia anunciou que vai desenvolver um gêmeo digital para o maquinário do seu projeto que testa possibilidades de fusão, batizado Sparc. Neste caso, a réplica virtual do Sparc fornecerá simulações e resultados experimentais de geração de energia, algo essencial quando se fala de projetos que demandam muito capital.

"Seremos capazes de comprimir anos de experimentação manual em semanas de otimização virtual", estimou o cofundador e presidente do grupo, Bob Mumgaard. "Isso nos permitirá transformar como construímos e operamos máquinas de fusão na corrida para a fusão comercial", emendou.

Os gêmeos digitais também estão na linha de frente da Siemens, que atua com automação para indústria, infraestrutura, mobilidade e saúde. A multinacional alemã foi a responsável pelo fornecimento da tecnologia para Pepsico e CFS. Durante a CES, a Siemens lançou um novo sistema, em parceria com a Nvidia, que cria ambientes de metaverso em grande escala, capacitando as corporações a aplicar IA para simular dados físicos em tempo real.

"Oferecemos para a indústria a opção de fazer mudanças no mundo real a partir do ambiente virtual, otimizando velocidade da máquina, temperatura, pressão ou qualquer parâmetro que determine a qualidade e o rendimento da planta", declarou o presidente da Siemens, Roland Busch, em palestra. Busch disse que é questão de tempo para que os gêmeos digitais com IA estejam incorporados aos diferentes sistemas produtivos.

O jornalista viajou para cobrir a CES a convite da Lenovo

Estadão
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