CEO da Kering sinaliza recuperação "frágil", vendas caem menos do que o esperado
A Kering divulgou nesta terça-feira uma queda ligeiramente menor do que o esperado nas vendas do quarto trimestre, enquanto o novo CEO Luca de Meo luta para estabilizar a proprietária da Gucci, colocando suas ações no caminho para o maior salto em um único dia em cerca de 17 anos.
Foi o primeiro trimestre sob a liderança do ex-chefe da Renault, de Meo, que prometeu reestruturar um grupo que tem sido alvo de intenso escrutínio dos investidores devido ao seu endividamento e à queda na lucratividade durante uma desaceleração no setor de luxo.
As ações da Kering subiam até 13% no início do pregão.
"Veremos crescimento em 2026, veremos aumento da margem em todas as marcas", disse de Meo a analistas em uma teleconferência.
As vendas da Gucci desaceleraram e os lucros diminuíram desde que os estilos maximalistas do ex-designer Alessandro Michele saíram de moda em 2022, e seu sucessor, Sabato de Sarno, não conseguiu reacender o crescimento.
As esperanças de recuperação recaem sobre o novo diretor criativo Demna, que apresentará seu primeiro desfile em Milão no final deste mês.
As vendas atingiram 3,9 bilhões de euros (US$4,64 bilhões), uma queda de 3% em relação ao ano anterior, quando ajustadas pelas variações cambiais, superando a previsão dos analistas de uma queda de 5%, de acordo com a Visible Alpha.
A receita caiu 10% na marca italiana Gucci, responsável pela maior parte do lucro da Kering, mas os analistas previam uma queda de 12%.