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CEO da Kering sinaliza recuperação "frágil", vendas caem menos do que o esperado

10 fev 2026 - 07h30
(atualizado às 18h09)
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A Kering divulgou nesta ‌terça-feira uma queda ligeiramente menor do que o esperado nas vendas do quarto trimestre, enquanto o novo CEO Luca de Meo luta para estabilizar a proprietária da Gucci, ⁠colocando suas ações no caminho para o ‌maior salto em um único dia em cerca de 17 anos. 

Foi o primeiro ‌trimestre sob a liderança do ‌ex-chefe da Renault, de Meo, que ⁠prometeu reestruturar um grupo que tem sido alvo de intenso escrutínio dos investidores devido ao seu endividamento e à queda na lucratividade durante uma desaceleração no setor de ‌luxo.

As ações da Kering subiam até 13% no ‌início do pregão.

"Veremos ⁠crescimento ⁠em 2026, veremos aumento da margem em todas as ⁠marcas", disse ‌de Meo a analistas ‌em uma teleconferência.

As vendas da Gucci desaceleraram e os lucros diminuíram desde que os estilos maximalistas do ex-designer Alessandro Michele ⁠saíram de moda em 2022, e seu sucessor, Sabato de Sarno, não conseguiu reacender o crescimento.

As esperanças de recuperação recaem sobre o novo ‌diretor criativo Demna, que apresentará seu primeiro desfile em Milão no final deste mês.

As ⁠vendas atingiram 3,9 bilhões de euros (US$4,64 bilhões), uma queda de 3% em relação ao ano anterior, quando ajustadas pelas variações cambiais, superando a previsão dos analistas de uma queda de 5%, de acordo com a Visible Alpha. 

A receita caiu 10% na marca italiana Gucci, responsável pela maior parte do lucro da Kering, mas os analistas previam uma queda de 12%.

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