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Brasil é o único país com capacidade para substituir fluxo de alimentos dos EUA, diz Marcos Troyjo

Para ele, China não deve usar sua segurança alimentar na mesa de negociação com os americanos

6 mai 2025 - 13h09
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O ex-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), o banco do Brics, Marcos Troyjo, avaliou que a China não deve utilizar a segurança alimentar, considerada como um dos pilares da sua visão geoestratégica e geopolítica, na mesa de negociação com os Estados Unidos. Nesse contexto, ele considera que há oportunidades para o Brasil no mercado global.

"O único país no mundo que tem a agilidade e a capacidade de funcionar quase como um substituto perfeito e automático ao fluxo de alimentos que vem tradicionalmente dos Estados Unidos e da China é o Brasil", afirmou Troyjo.

Marcos Troyjo, ex-presidente do Banco dos Brics
Marcos Troyjo, ex-presidente do Banco dos Brics
Foto: Alex Silva/Estadão / Estadão

O ex-presidente do banco do Brics considerou ainda que há outros fatores macro envolvidos na equação, sendo um deles a oscilação populacional. O outro, na avaliação de Troyjo, é o fato de que as principais forças de expansão globais não serão futuramente Alemanha, França, Itália, Coreia do Sul entre outros, mas sim grandes países emergentes. "Isso vai representar uma maior capacidade de inclusão do mundo", concluiu.

As falas foram realizadas no painel "Nova Ordem Mundial", do evento Cenário Geopolítico e Agricultura Tropical, realizado pela Confederação de Agricultura e Pecuária (CNA), em parceria com Broadcast e Estadão.

Estadão
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