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Bolsonaro reconhece inflação no País, mas culpa governadores

Em evento no Ceará, presidente afirmou que "a conta do 'fique em casa' e 'a economia a gente vê depois' está chegando"

13 ago 2021 12h38
| atualizado às 13h01
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05/05/2021
REUTERS/Ueslei Marcelino
05/05/2021 REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

O presidente Jair Bolsonaro reconheceu nesta sexta-feira, 13, a alta da inflação no País e disse que o governo está trabalhando para ajudar "os mais necessitados", mas culpou os governadores e as políticas de restrição de circulação, apesar do aumento dos preços vir principalmente de combustíveis, energia elétrica e alta das commodities no mercado internacional.

Em um evento em Juazeiro do Norte (CE), o presidente disse que "a conta do 'fique em casa' e 'a economia a gente vê depois' está chegando" e que as ações dos governadores na pandemia foram "impensadas".

Bolsonaro também colocou na conta dos governadores a alta no preço do gás - que é determinado pela variação do dólar e do preço no mercado internacional, reclamando da cobrança do ICMS, um imposto estadual.

"O preço do gás vem do frete, da margem de lucro dos postos e do ICMS do governador do Estado. Se governadores pensassem em vocês era só zerar o ICMS do gás de cozinha, como eu fiz com o imposto federal", disse.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial da inflação no País, teve alta de 0,96% em julho, maior variação para o mês desde 2002. No ano, a inflação já chega a 4,76%, e o acumulado em 12 meses chega a 8,99%.

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