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Bolsas europeias avançam com perspectiva de acordo comercial entre EUA e China

3 abr 2019
07h55
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As bolsas europeias operam em alta nesta manhã, favorecidas por novos sinais de que Estados Unidos e China estão cada vez mais próximos de um acordo comercial. A de Londres, porém, oscila desde a abertura em meio à força que a libra vem exibindo desde a tarde de ontem, quando a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, afirmou que pretende dialogar com a oposição para buscar um consenso para o Brexit, como é conhecido o processo para retirar o país da União Europeia (UE).

Funcionários de alto escalão dos governos americano e chinês retomam negociações comerciais hoje em Washington, dando continuidade ao diálogo da semana passada em Pequim. Antes da reunião, o diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Larry Kudlow, comentou que os dois países "esperam fazer mais progresso" nas discussões.

Segundo matéria do Financial Times, EUA e China estão se aproximando de um pacto comercial. Citado pelo jornal britânico, o vice-presidente executivo para assuntos internacionais da Câmara de Comércio dos EUA, Myron Brilliant, disse que "90% do acordo está pronto", embora os 10% finais sejam "a parte mais difícil".

A questão do Brexit, porém, continua sendo uma fonte de incertezas. Ontem, May disse que precisará de prazo maior para chegar a um acordo para o divórcio do Reino Unido com a UE. A premiê britânica afirmou também que planeja conversar com o líder do oposicionista Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, na tentativa de buscar um entendimento sobre o Brexit. Corbyn já respondeu que aceita a oferta e que também deseja uma solução, a fim de evitar uma saída sem acordo.

Os sinais de conciliação no Reino Unido vêm sustentando a libra, que mais cedo ignorou pesquisa da ISH Markit que mostrou a primeira contração no setor de serviços do Reino Unido desde julho de 2016. O mesmo provedor de dados, porém, apontou que o segmento de serviços da Alemanha e da zona do euro como um todo se expandiu em ritmo mais forte em março do que no mês anterior.

O setor minerador é destaque positivo nos negócios da manhã em Londres, com ganhos moderados da BHP e da Rio Tinto e valorização mais robusta da Glencore e Anglo American. Por outro lado, Casino Guichard-Perrachon, controlador do Grupo Pão de Açúcar no Brasil, tinha queda de quase 2% em sua ação negociada em Paris, após a Moody's ter cortado ontem o rating da varejista francesa para Ba3, com perspectiva negativa.

Às 7h41 (de Brasília), a Bolsa de Londres tinha alta marginal de 0,03% num momento em que a libra avançava a US$ 1,3175, de US$ 1,3129 no fim da tarde de ontem. Já os mercados acionários de Frankfurt e Paris subiam 1,14% e 0,58%, respectivamente. Em Milão, Madri e Lisboa, os ganhos eram de 1,04%, 1,14% e 0,70%. No câmbio, o euro também se fortalecia, cotado a US$ 1,1247, ante US$ 1,1203 ontem. Com informações da Dow Jones Newswires.

Estadão
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