Bolsa cai 0,08% por causa de Petrobras, mesmo em dia de alta de commodities; dólar também cede
Mercado teme o rumo das discussões sobre a distribuição de dividendos e a política de preços da estatal, cujo conselho aprovou Jean Paul Prates para a presidência
A subida dos preços das commodities no exterior ajudou a aparar as perdas do mercado acionário local, segurando o Ibovespa na faixa de 114.177,55 pontos (-0,08%), mesmo em dia de queda firme da Petrobras.
A volta do feriado da Bolsa de Hong Kong mostrou otimismo do investidor com o crescimento da China, o que reverberou nos mercados que mantêm estreita dependência do gigante asiático - como é o caso das commodities e dos ativos brasileiros. Desta forma, o cobre, em Londres e Nova York, e o minério de ferro, em Cingapura, subiram, com ações do setor mínero-metalúrgico a reboque.
A Vale subiu 1,87%, Usiminas ganhou 3,74% e CSN saltou 4,43%. Mas a despeito do peso relevante desses papéis no índice, o Ibovespa cedeu aos 114.177,55 pontos (-0,08%). A queda se deu na esteira de incertezas quanto ao futuro da Petrobras, cujo conselho aprovou o nome de Jean Paul Prates para a presidência. O mercado teme o rumo das discussões sobre a distribuição de dividendos e a política de preços. Os papéis da estatal cederam 2,79% (ordinárias) e 2,75% (preferenciais).
A Bolsa brasileira também teve uma ajuda de Nova York, onde Dow Jones avançou 0,61%, Nasdaq saltou 1,76% e S&P 500 ganhou 1,10%. No mercado acionário de lá, os dados do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, que subiu acima do projetado no quarto trimestre, trouxeram a visão de que o fim do aperto monetário pode não vir acompanhado de uma recessão. Mas essa percepção provocou a subida dos Treasuries e do dólar ante as moedas fortes.
Aqui no Brasil, os juros futuros sentiram a pressão externa, mas tiveram o contraponto do câmbio, que, em meio a sequenciais relatos de ingresso de recursos no País, cedeu a R$ 5,0745 (-0,11%) no mercado à vista.