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Agibank dá entrada em pedido de IPO, abertura de capital, na Bolsa de Nova York

O movimento ocorre poucos dias após outra fintech brasileira, o PicPay, puxar a fila com uma solicitação de IPO nos Estados Unidos

14 jan 2026 - 16h46
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O Agibank deu entrada, nesta quarta-feira, 14, em pedido para conduzir uma oferta pública inicial (IPO) de ações na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse). O pleito consta em prospecto protocolado na Securities and Exchange Comission — SEC, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) americana —, poucos dias após outra fintech brasileira, o PicPay, puxar a fila com uma solicitação de IPO nos Estados Unidos.

O documento não detalha valores, mas a agência Bloomberg informou que a intenção da fintech brasileira é captar cerca de US$ 1 bilhão.

O Agibank informou que, na segunda-feira, 12, foi autorizado a retomar a concessão de crédito consignado para aposentados e pensionistas, após acordo com o INSS
O Agibank informou que, na segunda-feira, 12, foi autorizado a retomar a concessão de crédito consignado para aposentados e pensionistas, após acordo com o INSS
Foto: Agibank/Divulgação / Estadão

A empresa pretende emitir ações Classe A, a uma faixa de preço não informada, sob o ticker "AGBK". Os papéis de Classe B ficarão com o fundador Marciano Testa, que manterá o controle da companhia. O IPO será coordenado por Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citigroup.

No prospecto, o Agibank afirma que teve lucro líquido de R$ 831,70 milhões nos nove meses encerrados em setembro passado, um avanço de 39,3% ante igual período de 2024.

A fintech diz ter registrado o maior ritmo de crescimento de lucro no Brasil entre 2022 e 2024, com base na comparação com os cinco maiores bancos tradicionais do País. Já o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) foi de 39,1%.

O Agibank informou ainda que, na segunda-feira, 12, foi autorizado a retomar a concessão de crédito consignado para aposentados e pensionistas, após acordo com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A empresa havia sido suspensa desse mercado no mês passado, por irregularidades. A fintech concordou em fortalecer os mecanismos de verificação de documentos e de consentimento dos consumidores, além de fazer reembolsos em alguns casos em até 30 dias.

Estadão
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