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Bill Gates vê fortuna 'despencar' em ações filantrópicas e é ultrapassado por ex-pupilo

Patrimônio líquido do fundador da Microsoft caiu de US$ 175 bilhões para US$ 123 bilhões em questão de poucos dias no mês de julho

11 jul 2025 - 21h38
(atualizado às 22h14)
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Resumo
Bill Gates caiu para a 12ª posição entre os mais ricos do mundo após doar US$ 52 bilhões para filantropia, enquanto Steve Ballmer, ex-CEO da Microsoft, o ultrapassou com uma fortuna de US$ 173 bilhões.
Bill Gates e Steve Ballmer, em evento da Microsoft em 2007
Bill Gates e Steve Ballmer, em evento da Microsoft em 2007
Foto: Orjan F. Ellingvag/Dagens Naringsliv/Corbis via Getty Images

"Eu tive sorte, essencialmente, em poder ouvir as pessoas certas", é assim que o empresário e ex-CEO da Microsoft Steve Ballmer explica, em partes, a origem de sua fortuna de US$ 173 bilhões. Ex-ajudante de Bill Gates, considerado o homem mais rico do mundo por 18 anos, Ballmer agora se vê à frente do antigo 'mestre' no índice dos maiores bilionários do mundo elaborado pela agência Bloomberg.

As ações de filantropia coordenadas por Gates e sua ex-esposa Melinda reduziram consideravelmente o patrimônio do bilionário em questão de pouco mais de uma semana. Até o dia 3 de julho, o fundador da Microsoft figurava na quinta colocação entre os mais ricos, com a fortuna estimada em US$ 175 bilhões. 

No entanto, poucos dias depois, o patrimônio líquido do magnata teve uma 'baixa' de US$ 52 bilhões, deixando-o na 12ª colocação, atrás do empresário da tecnologia Michael Dell, refletindo os esforços filantrópicos de Gates. A queda ocorreu após a atualização do ranking da Bloomberg.   

E a expectativa do próprio Bill Gates é de que essa fortuna 'volte à sociedade' muito mais rapidamente do que ele originalmente planejou quando criou a Fundação Gates. Em uma publicação em seu blog, feita em 8 de maio passado, o empresário declarou que tem uma previsão para o 'fim' de seu dinheiro. 

"Eu vou dar virtualmente todo a minha fortuna, através da Fundação Gates, pelos próximos 20 anos, visando salvar e melhorar vidas ao redor do mundo. E em 31 de dezembro de 2045, a fundação fechará suas portas permanentemente", escreveu. 

"As pessoas dirão muitas coisas sobre mim quando eu morrer, mas estou determinado que 'ele morreu rico' não será uma dessas coisas. Há muitos problemas urgentes para que eu mantenha recursos que podem ser usados para ajudar as pessoas", disse, também. 

A 'queda' no patrimônio de Bill Gates em prol da caridade, embora não seja uma novidade, agora abriu espaço para que o magnata visse um ex-discípulo ultrapassá-lo na lista das pessoas mais ricas do mundo: o ex-CEO da Microsoft, Steve Ballmer.  

Ballmer se juntou à empresa de tecnologia à época em que a Microsoft estava longe de ser o que se tornou. Foi contratado como assistente de Gates em 1980, tornando-se o 30º funcionário da companhia. Ele abriu mão de um MBA em Stanford para receber um salário-base de US$ 50 mil anuais e 10% de qualquer crescimento de lucro que gerasse. 

À medida em que a Microsoft crescia exponencialmente, a porcentagem de Ballmer passou a dar prejuízo à empresa e ele teve de renegociar seu contrato, optando por uma participação de 8% na companhia. 

A troca gerou protestos do co-fundador Paul Allen, que acusou a porcentagem de ser grande demais, mas Bill Gates 'bancou' o assistente a partir de sua própria participação.  

Posteriormente, ele se tornou CEO da Microsoft e capitaneou a empresa entre 2000 e 2014, mantendo 333 milhões de ações, ou 4% da participação, em total avaliado em US$ 22,5 bilhões quando ele deixou o cargo. Ele justifica que a fortuna se deu por estar no lugar certo, na hora certa e não vender ações muito cedo. 

Ballmer também distribuiu aportes em outras áreas para além da tecnologia, como quando comprou o time de basquete e franquia da NBA Los Angeles Clippers por US$ 2 bilhões, ainda em 2014. Hoje, a equipe é avaliada em US$ 5,5 bilhões. 

E não é só no acúmulo de fortuna que Ballmer segue os passos de Bill Gates, mas também na afinidade por filantropia. Ele doou mais de US$ 4 bilhões e fundou a organização Ballmer Group, focada em melhorar a mobilidade econômica de famílias estadunidenses. 

“Se há alguém que disser que seu sucesso é resultado de genialidade, eu diria para que olhasse para a sorte. Esqueça o preço das ações. Eu tive sorte, essencialmente, em poder ouvir as pessoas certas. Mas também tive sorte em termos de minha lealdade à empresa e não querer ser um vendedor como líder do negócio", declarou, em 2024, ao The Wall Street Journal

*Com Estadão Conteúdo.

Fonte: Redação Terra
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