Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Oferecimento Logo do patrocinador
Publicidade

BC americano mantém taxa de juros, mas expõe divergências

A taxa básica segue na faixa de 3,75% a 4% ao ano nos EUA; decisão teve dois votos contrários, entre eles o de Lisa Cook, dirigente que Trump tenta tirar do Fed

28 out 2026 - 15h11
(atualizado às 15h20)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
O Federal Reserve manteve os juros dos Estados Unidos entre 3,75% e 4% ao ano. A decisão esperada não foi unânime, com duas dirigentes divergindo para pedir maior aperto monetário ante a inflação persistente. Para analistas, a proximidade das eleições influenciou a cautela do banco central em evitar choques no mercado, embora a economia americana siga crescendo em ritmo forte, gerando preocupações contínuas sobre pressões inflacionárias.

O Banco Central dos Estados Unidos (Federal Reserve, o Fed) manteve a taxa básica de juros na faixa de 3,75% a 4% ao ano, nesta quarta-feira, 28. A decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed já era esperada pelo mercado, mas não foi unânime.

Duas dirigentes com direito a voto - a diretora Lisa Cook (que o presidente americano, Donald Trump, tenta tirar do Fed) e a presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack - divergiram da decisão.

Nas semanas que antecederam a decisão, Cook havia sinalizado que a inflação americana estava muito alta havia "muito tempo", enquanto Hammack defendeu uma postura restritiva de política monetária para levar a inflação de volta à meta de 2%, diante de pressões de preços "amplas" e de uma economia que segue crescendo em ritmo sustentado.

Para os economistas do Bank of America (BofA), a melhor razão para o Fed manter a taxa em outubro é "talvez o fato de os formuladores de políticas não quererem arriscar uma ruptura no mercado ao entregar uma grande surpresa hawkish a seis dias das eleições de meio de mandato" nos Estados Unidos. A eleição é no dia 3 de novembro.

Um ponto de atenção dos economistas é o crescimento resiliente da maior economia do mundo. Embora haja um consenso de que boa parte do desempenho esteja concentrado na tese da inteligência artificial — algo que deve desacelerar —, os analistas apontam risco inflacionário.

"Embora seja verdade que os números recentes de empregos tenham sido decepcionantes e setores sensíveis a taxas de juros, como o mercado imobiliário, estejam enfrentando dores crescentes, a economia está crescendo de forma robusta e a inflação permanece acima da meta", diz o relatório do ING.

Estadão
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra