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STOXX 600 fica estável sob pressão de balanços e preços do petróleo

28 out 2026 - 14h52
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Resumo
O índice STOXX 600 fechou estável nesta quarta-feira (+0,07%), pressionado pela alta do petróleo, balanços corporativos mistos e cautela prévia à decisão de juros do BCE. Thyssenkrupp (-17%), Adyen (-13%) e Santander (-5,6%) registraram fortes perdas, arrastando seus setores. Em contrapartida, Deutsche Bank (+4%) e Stellantis (+15%) tiveram ganhos expressivos após resultados trimestrais. A expectativa geral é de que o BCE mantenha as taxas, sob vigilância aos títulos da França e ao quadro econômico.

As ações europeias tiveram pouca ‌variação nesta quarta-feira após vários balanços decepcionantes, somados à alta nos preços do petróleo, agravarem o nervosismo dos investidores antes da decisão sobre os juros.

O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,07%, para 644,14 pontos. Os índices de mídia e de mineração estiveram entre os que apresentaram pior desempenho.

Esses movimentos moderados definirão o tom antes da decisão de ⁠política monetária do Banco Central Europeu na quinta-feira. Os investidores esperam, em geral, que as ‌taxas sejam mantidas, mas ainda assim buscarão pistas sobre a trajetória futura.

Com os rendimentos dos títulos soberanos franceses em alta, os mercados também estarão atentos a sinais de ‌um tom mais ameno por parte do BCE ‌em resposta à turbulência no país.

A Thyssenkrupp foi a maior perdedora no STOXX ⁠600, após uma queda de 17%, na sequência de uma estreia discreta no mercado de sua divisão de comercialização de materiais.

A plataforma holandesa de pagamentos Adyen foi a segunda maior perdedora, com queda de mais de 13% após reduzir sua meta de margem de lucro operacional para 2026.

MERCADO DE AÇÕES DE LONDRES COM LIGEIRA ALTA

O índice FTSE 100 ‌do Reino Unido fechou em leve alta depois que o ministro das Finanças britânico, John ‌Healey, divulgou seu primeiro ⁠orçamento.

Entre as ações do ⁠setor financeiro, o Deutsche Bank subiu cerca de 4% após divulgar um aumento surpreendente no lucro ⁠do terceiro trimestre. O Standard Chartered subiu 2,4% ‌após elevar suas metas de ‌crescimento e lucratividade para o ano inteiro.

Por outro lado, o espanhol Santander caiu 5,6% após os resultados do terceiro trimestre, com os lucros mais fracos no Brasil pesando sobre o resultado, levando o índice de referência espanhol — fortemente influenciado pelo ⁠setor bancário — a uma queda de 1,5%, a maior entre os pares.

O UBS registrou queda de 0,6% após divulgar um lucro líquido no terceiro trimestre praticamente em linha com as expectativas.

No entanto, os analistas mantiveram uma visão otimista em relação ao setor.

"Ainda esperamos que os bancos continuem em boa ‌posição em termos de solidez dos negócios, pois não vimos as economias enfraquecerem tanto quanto esperávamos", disse Ipek Ozkardeskaya, analista sênior da Swissquote.

Os preços do petróleo subiram 1,7%, ⁠reduzindo o apetite pelo risco, enquanto uma queda nos preços do cobre puxou as mineradoras para baixo. As ações do setor de mídia também caíram, arrastadas por uma queda de 4% na Universal Music Group.

Entre outros resultados financeiros, a Stellantis registrou alta de mais de 15% após divulgar um ligeiro aumento no lucro operacional no terceiro trimestre, liderando os ganhos no índice automotivo, que subiu 1,3%.

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 0,07%, a 644,11 pontos.

Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,04%, a 10.690,66 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 0,37%, a 25.686,57 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,02%, a 7.888,75 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,32%, a 49.788,82 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 1,44%, a 18.884,20 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,15%, a 9.239,25 pontos.

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