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Fed mantém juros inalterados enquanto aguarda "coleta de mais informações"

28 out 2026 - 15h13
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Resumo
O Federal Reserve manteve a taxa de juros entre 3,75% e 4,00%, em decisão por 10 a 2, optando por aguardar mais dados sobre a inflação persistente e adiar mudanças para após as eleições legislativas. Apesar da estabilidade atual, o banco central elevou a avaliação da economia para "forte" e sinalizou possíveis aumentos futuros caso a inflação não convirja para a meta de 2%. Duas diretoras divergiram, votando por alta imediata de 0,25 ponto diante do avanço contínuo nos preços e custos de energia.

O Federal Reserve manteve as taxas de juros ‌inalteradas nesta quarta-feira, como esperado, optando por adiar quaisquer alterações nos custos dos empréstimos para até depois das eleições de meio de mandato nos EUA, na próxima semana, e aguardando mais dados sobre a trajetória da inflação.

Em uma decisão por 10 a 2, o banco central dos EUA afirmou que manterá sua taxa de juros de referência dentro da faixa atual de 3,75% ⁠a 4,00%, ao mesmo tempo em que reconheceu que a inflação "continua elevada", aumentou sua avaliação da ‌economia e deu a entender que novos aumentos nas taxas de juros podem ocorrer dependendo do comportamento da inflação.

"A coleta de mais informações ajudará o Comitê a determinar a postura de política ‌monetária adequada para garantir um retorno oportuno da inflação à ‌meta de 2% do Comitê", afirmou o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), responsável pela ⁠definição das taxas, em sua mais recente declaração de política monetária. "O Comitê garantirá a estabilidade de preços."

A diretora do Fed Lisa Cook, atualmente alvo do presidente Donald Trump para ser destituída do banco central, discordou, defendendo um aumento de 0,25 ponto percentual na taxa, assim como a presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack, uma voz consistentemente "hawkish" (dura com a inflação) que também discordou em ‌julho pelo mesmo motivo.

A última declaração de política monetária do Fed representa uma mudança notável em relação ‌à reunião de 15 e ⁠16 de setembro, com uma ⁠sugestão do tipo de orientação prospectiva que o presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmou querer evitar.

A avaliação do ⁠Fed sobre a economia foi elevada de "sólida" — como ‌na reunião de setembro — para "forte", enquanto ‌os investimentos continuaram sendo considerados robustos e a criação de empregos acompanhava o ritmo da força de trabalho.

TEMORES DE QUE INFLAÇÃO ESTEJA SE AMPLIANDO

O resultado da reunião desta semana era amplamente esperado depois que autoridades do Fed indicaram não ter pressa em aumentar as ⁠taxas de juros novamente após o aumento de 0,25 ponto percentual aprovado no mês passado, apesar dos dados de inflação que foram mais fortes do que o previsto e das preocupações de que as pressões sobre os preços estejam se ampliando por toda a economia.

Os custos com energia permanecem altos, inclusive para o diesel, que é um ‌insumo fundamental para o transporte, a agricultura e outros setores. A inflação e o custo de vida em geral têm sido temas centrais nas disputas eleitorais que determinarão se o ⁠Partido Republicano de Trump manterá o controle das duas casas do Congresso em 3 de novembro, ou se os democratas assumirão posições de liderança e obterão poderes de fiscalização mais robustos, inclusive sobre o Fed.

Warsh dará uma coletiva de imprensa às 15h30 (horário de Brasília) para explicar a decisão de política monetária e as perspectivas econômicas.

Os investidores esperam que sejam necessários novos aumentos nas taxas, a partir de dezembro e se estendendo até 2027, para reduzir a inflação, que atualmente está cerca de um ponto percentual acima da meta do Fed e tem mostrado pouco progresso nos últimos meses.

O banco central dos EUA vem falhando em atingir sua meta de inflação há cinco anos e meio, fato que tem deixado algumas autoridades preocupadas com a possibilidade de que empresas e famílias estejam se acostumando a aumentos de preços mais rápidos e possam se planejar de maneiras que tornem a inflação mais difícil de controlar.

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