Bancos ingleses cortam empréstimos apesar de medidas no país
ZONAS - América Latina
O emblemático plano do Banco da Inglaterra para aumentar a concessão de financiamentos não só não conseguiu aumentar os empréstimos bancários no final do ano passado, mas também reverteu a trajetória, aumentando a pressão sobre o banco central para dar um novo impulso na economia.
O Esquema para Financiamento de Empréstimo (FLS, na sigla em inglês), lançado pelo banco central e pelo ministério das Finanças da Inglaterra em junho passado, pretendia impulsionar o crescimento com a oferta, pelos bancos, de financiamentos baratos, se eles intensificassem a concessão de empréstimos a compradores de imóveis residenciais e empresas de pequeno e médio porte.
Dados desta segunda-feira mostram que, embora bancos e empresas de crédito imobiliário tenham sacado quase14 bilhões de libras de fundos baratos do banco central, os financiamentos líquidos na verdade retrocederam. A economia britânica parece cada vez mais se direcionar para uma terceira recessão em quatro anos, após os dados de construção muito fracos divulgados nesta segunda-feira e uma contração inesperada na produção industrial na semana passada.
Mutuários reembolsaram bancos e empresas de crédito imobiliários cerca de 2,4 bilhões de libras a mais do que eles tomaram emprestado nos últimos três meses de 2012, revertendo um pequeno aumento nos financiamentos em agosto e setembro. "Está bastante claro que o FLS não está à altura das expectativas", disse Michael Saunders, economista-chefe do Citi no Reino Unido.
O banco central vai decidir na quinta-feira a possibilidade de reiniciar seu programa de compras de títulos do governo, também conhecida como afrouxamento quantitativo. Embora o esquema ainda não tenha resultado em sucesso para o aumento dos empréstimos, ele ajudou a reduzir os custos de empréstimo tomados pelos bancos, o que, em troca, resultou em menores taxas de juros e termos e condições melhores para alguns tomadores de empréstimos.