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Bancos da zona do euro restringem acesso a crédito por temores com guerra

21 jul 2026 - 08h45
(atualizado às 11h33)
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Os bancos da zona ‌do euro restringiram o acesso a crédito no segundo trimestre devido a temores de instabilidade geopolítica e esperam um aperto ainda maior no trimestre atual, mostrou nesta terça-feira a Pesquisa Trimestral sobre Empréstimos Bancários ⁠do Banco Central Europeu (BCE).

O levantamento, um dado fundamental nas ‌deliberações sobre política monetária, também indica que, embora a demanda por empréstimos empresariais tenha aumentado, os ‌credores rejeitaram uma parcela maior ‌de pedidos, e os critérios de concessão ⁠de crédito se tornaram mais restritivos principalmente em setores como a indústria automotiva e a manufatura com alto consumo de energia, informou o BCE.

Os resultados da pesquisa estão amplamente alinhados com a visão do BCE ‌de que a guerra no Irã representará um ‌pequeno entrave ao crescimento ⁠econômico.

"Os riscos ⁠percebidos para as perspectivas econômicas e a menor tolerância ao ⁠risco dos bancos ‌continuaram sendo os principais ‌fatores que contribuíram para o endurecimento, já que os bancos permanecem altamente atentos aos riscos relacionados aos desdobramentos geopolíticos e energéticos", afirmou o BCE.

"Para ⁠o terceiro trimestre de 2026, os bancos esperam que os critérios de crédito se tornem ainda mais restritivos em todas as categorias de empréstimos", afirmou o BCE, com ‌base em uma pesquisa realizada com os 159 maiores bancos do bloco.

O BCE deve deixar as taxas ⁠de juros inalteradas nesta semana, em parte devido à fraqueza do crescimento econômico, mas um aumento em setembro continua sendo o cenário base para a maioria dos analistas já que o aumento dos preços da energia induzido pela guerra no Irã elevou a inflação para cerca de 3%, bem acima da meta de 2% do BCE.

Quanto aos empréstimos imobiliários, a demanda já caiu acentuadamente no segundo trimestre e os bancos projetam uma queda ainda maior, acrescentou o BCE.

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