Lucro da Axia Energia cresce no 2º tri puxado por vendas de energia
A Axia Energia registrou um lucro líquido ajustado de R$1,6 bilhão no segundo trimestre, 9,5% acima do apurado um ano antes, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira.
A companhia elétrica, maior geradora e transmissora de energia do país, atribuiu o desempenho trimestral a resultados positivos com a comercialização de energia, melhora das participações societárias e a um menor volume de provisões.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado (IFRS) atingiu R$6,3 bilhões, alta de 22,5% na comparação anual, enquanto a receita operacional líquida regulatória alcançou R$10 bilhões, aumento de 4,3% ano a ano.
Um dos principais destaques do período, segundo a Axia, foi o aumento da margem de contribuição do segmento de geração de energia, que captura os negócios de comercialização.
A margem de contribuição da geração subiu 17,5% no comparativo anual, para R$3,65 bilhões. A linha foi impulsionada pela energia vendida no mercado livre e liquidada no mercado de curto prazo: a margem unitária desse negócio atingiu R$96/MWh, contra R$73/MWh no mesmo período de 2025, resultando em uma margem de R$2,3 bilhões.
A Axia, assim como outras geradoras hidrelétricas, tem se beneficiado da elevada volatilidade intradiária dos preços de energia no Brasil para capturar ganhos financeiros. Essas empresas estão evitando contratar a energia de seu portfólio por prazos longos, já que esses negócios tenderiam a render preços menores que os do mercado de curto prazo.
A elétrica também ressaltou que, no segundo trimestre, avançou com sua estratégia de reduzir o estoque de provisões relacionadas ao empréstimo compulsório, com diminuição de R$1,3 bilhão na comparação anual.
A companhia elétrica destacou ainda que seus investimentos atingiram R$3,12 bilhões no trimestre, 53% superiores frente ao mesmo período do ano passado, impulsionados principalmente pela construção de novas linhas de transmissão e reforços e melhorias na rede existente.
RESGATE DE AÇÕES
Separadamente, a Axia anunciou que seu conselho de administração aprovou a alocação de até R$3,7 bilhões, referente ao resultado do segundo trimestre, para fins de resgate de ações preferenciais de classe C (PNC). A classe de ação foi criada em um mecanismo de distribuição de reservas bilionárias de lucro da companhia por meio de bonificação de ações.
"Esse montante soma-se aos até R$4,0 bilhões aprovados com base no resultado do primeiro trimestre de 2026, totalizando até R$7,7 bilhões de capital alocável aos acionistas no primeiro semestre de 2026", disse a companhia.
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