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Atividade empresarial da zona do euro volta a crescer em julho pela primeira vez em quatro meses, mostra PMI

24 jul 2026 - 07h13
(atualizado às 07h49)
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A atividade empresarial da ‌zona do euro voltou a crescer em julho pela primeira vez em quatro meses, impulsionada por uma recuperação nos novos pedidos, mas pode ser prejudicada pela inflação elevada e pelo recrudescimento do conflito no Oriente Médio, segundo uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) Composto ⁠preliminar para a zona do euro da S&P Global subiu para 51,9 ‌em julho, ante 50,0 em junho, maior nível em cinco meses e bem acima da expectativa de uma pesquisa da Reuters de ‌50,3.

Uma leitura acima de 50,0 indica expansão da ‌atividade.

"O aumento do PMI Composto da zona do euro em ⁠julho sugere que a atividade está se recuperando e que as pressões inflacionárias estão diminuindo", disse Henry Chambers, da Capital Economics.

"Mas, dada a nova escalada do conflito no Oriente Médio e o subsequente aumento nos preços da energia, algumas das melhorias em ambos os indicadores podem ser ‌de curta duração."

Os novos pedidos cresceram pela primeira vez desde fevereiro, com o ‌ritmo de expansão sendo ⁠o mais rápido ⁠desde abril de 2023. Os pedidos de exportação continuaram a diminuir, mas a taxa ⁠de queda foi a menos ‌acentuada desde março de 2022.

Tanto ‌o setor manufatureiro quanto o de serviços contribuíram para a recuperação da produção. O setor de serviços atingiu 51,6, maior nível em cinco meses, ante 49,4 no mês anterior e expectativa de mais ⁠uma queda na atividade, encerrando três meses de contração.

O crescimento da indústria atingiu o maior nível em 52 meses, e o PMI subiu de 51,4 para 52,0, ficando acima da estimativa de 51,5.

A atividade na Alemanha, a maior economia da ‌Europa, também voltou a crescer, enquanto na França a contração diminuiu, com a produção no setor de serviços apresentando desaceleração apenas marginal. O ⁠restante da zona do euro registrou sua maior expansão em oito meses.

Os níveis de pessoal aumentaram na zona do euro, marcando uma mudança após meses de demissões. O aumento foi marginal, já que os cortes contínuos no emprego na indústria atenuaram os ganhos no setor de serviços.

A taxa de inflação geral dos custos dos insumos recuou para o nível mais baixo desde fevereiro — mês em que eclodiu o conflito no Oriente Médio —, embora as pressões tenham permanecido acentuadas, segundo mostraram os dados do PMI.

A inflação dos preços de produção também desacelerou. A desaceleração pode reduzir a pressão sobre o Banco Central Europeu, que manteve sua taxa básica de depósito em 2,25% na quinta-feira.

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