Argentina: BC endurece exigências de reservas bancárias para evitar tombo do peso após leilão
A autoridade monetária informou que, a partir da próxima segunda-feira, haverá aumento de cinco pontos porcentuais na taxa de reserva mínima de depósitos à vista em peso
O Banco Central da Argentina (BCRA) anunciou nesta quinta-feira, 14, um endurecimento nas exigências de reservas bancárias em peso argentino, em um esforço para evitar uma réplica do movimento que provocou tombo da moeda local no mês passado.
Em uma instrução normativa, a autoridade monetária informou que, a partir da próxima segunda-feira, haverá um aumento de cinco pontos porcentuais na taxa de reserva mínima de depósitos à vista em peso.
Segundo o comunicado, os bancos poderão cumprir até três pontos porcentuais dessa exigência adicional por meio de títulos públicos denominados em peso emitidos pelo Tesouro argentino.
As medidas foram reveladas um dia após um leilão de papéis do governo rolar apenas 61% da dívida com vencimento em agosto, apesar de taxas de rentabilidade que chegaram a 70% ao ano.
Em publicação no X, Federico Matías Furiase, diretor do BCRA, já havia antecipado que o excedente em peso seria absorvido de maneira imediata pelo aumento das reservas remuneradas. Para isso, haverá um novo leilão especial do Tesouro. O objetivo é evitar uma oferta excessiva de pesos que derrube o valor da moeda.
Novo leilão
O Tesouro da Argentina convocou um leilão extraordinário de títulos da dívida em pesos argentinos para a próxima segunda-feira, 18, após o resultado aquém do esperado de uma oferta ontem. Os papéis terão vencimento em 28 de novembro.
A medida é parte de um esforço para evitar o descontrole do dólar, que inclui o aperto nos compulsórios bancários.