Após recorde de receitas, Lula defende aumento da arrecadação no lugar de corte de gastos
Presidente criticou novamente a derrubada de seu veto à desoneração de 17 setores da economia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem prometido analisar opções para diminuir os gastos do governo, reforçou que preferia rever os benefícios de desoneração concedidos a setores da economia, e, assim, aumentar a arrecadação tributária.
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"O problema não é que tem que cortar, é saber se a gente precisa efetivamente cortar, ou se a gente precisa aumentar arrecadação. Temos que fazer uma discussão", disse o presidente, em entrevista ao UOL, nesta quarta-feira, 26.
A fala ocorre um dia após a Receita Federal anunciar que a arrecadação geral do mês de maio foi a maior desde o ano 2000. O crescimento de 10,46%, em comparação com o mesmo mês de 2023, foi puxado por outras medidas adotadas pelo governo, como o retorno da tributação do PIS/Cofins sobre combustíveis.
Ainda assim, Lula voltou a se queixar do seu veto à desoneração de 17 setores da economia, que foi posteriormente derrubado. "Como a gente pode falar em gastos se a gente tá abrindo mão de receber uma quantidade enorme de recursos?", questionou o presidente.
Além disso, o petista citou o pagamento de R$ 92 bilhões em precatórios, como um dos gastos que pesam no orçamento do governo, mas que não podem ser retirados da pauta.
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