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Aluguel de motos dispara, com juros altos dificultando a compra

Mercado de locação de motocicletas populares, para uso profissional, cresce com entregas de delivery e e-commerce

23 nov 2022 - 10h10
(atualizado em 23/11/2022 às 15h26)
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A alta dos juros e a restrição maior dos bancos em liberar crédito estão levando ao fomento do aluguel de motocicletas para uso profissional, negócio que começou a ganhar corpo nos últimos dois anos, com o boom de entregas por delivery e do e-commerce a partir da pandemia de covid.

A frota disponível para locação ainda é pequena, de cerca de 40 mil veículos, segundo a Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (Abla), mas o conselheiro gestor da entidade, Paulo Miguel Junior, avalia que o segmento "está crescendo absurdamente" e dobrará de tamanho no curto prazo.

Além dos aplicativos de entrega e logística urbana, Miguel Junior cita a dificuldade na obtenção de financiamento para a compra de motos e os juros elevados para as prestações. "Na locação, além de não precisar desembolsar parcela significativa do valor de compra da moto como entrada, custos com serviços como seguro, manutenção e tributos já vêm incluídos", afirma Miguel Junior.

O presidente da Abla, Marco Aurélio Nazaré, acrescenta que a economia brasileira favorece o crescimento da locação, de um lado em razão do aumento de serviços de entrega e, de outro, a menor capacidade de compra por parte dos consumidores que desejam um veículos próprio.

Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas (Abraciclo), quase 40% das motos eram adquiridas por meio de financiamento no ano passado, participação que este ano caiu um ponto porcentual.

As empresas de locação normalmente operam com aluguel diário, semanal, mensal e anual. Os planos incluem serviços de manutenção preventiva, como a troca de óleo, seguro contra terceiros, impostos como IPVA e licenciamento e também moto reserva.

O mercado de locação de motocicletas segue o caminho que vem sendo adotado pelo seguimento de caminhões, que nos últimos meses atraiu várias fabricantes para atuarem no ramo, assim como o de automóveis, que tem as locadoras como responsáveis por metade das aquisições mensais de automóveis no País.

Criada há quase três anos, a startup Mottu, dedicada à locação de motos populares para uso profissional, ampliou sua frota neste ano de cerca de 5 mil para 15 mil veículos. Rubens Zanelatto, fundador da empresa, afirma que a intenção da empresa é chegar a 50 mil unidades no fim de 2023.

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Estadão
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